HALO SOLAR - Fenômeno desperta curiosidade
Enquanto um grande círculo luminoso envolvia o sol no fim da manhã de sexta-feira, 11 de outubro, o pregador Rogério Francisco de Jesus, de 46 anos, soprava a todo pulmão sua inseparável trombeta no Calçadão, no centro de Londrina. A Bíblia sob o braço dava o tom apocalíptico de final dos tempos ao episódio que durou cerca de duas horas. Muita gente ficou intrigada, mas, de acordo com a meteorologia, o fenômeno tem explicação científica: tratava-se de um halo solar.
Segundo o meteorologista do Instituto Tecnológico Simepar, Tarcízio Valentin da Costa, a redoma é causada por gotículas de gelo, em forma de cristais, que se desprendem de nuvens em altitude elevada e são refletidas pelo sol. "Os cristais estão em nuvens do tipo cirrus, que se formam na parte mais alta da atmosfera. Por isso as gotículas congelam em temperaturas de até 50 graus negativos e causam o fenômeno", explicou. A ocorrência do halo solar é mais frequente na passagem do inverno para a primavera.
O presidente do Grupo de Estudo e Divulgação de Astronomia de Londrina (Gedal), Miguel Fernando Moreno, revelou que o fenômeno é relativamente comum, mas o que chamou a atenção desta vez foi a intensidade. "Com essa intensidade é mais raro. Eu nunca tinha visto um halo como este em Londrina", comentou. O círculo parecido com um arco-íris pôde ser visto em quase todas as cidades do Norte do Paraná.
São nuvens que se formam a uns 8 mil metros de altitude, constituídas por microscópicos cristais de gelo, que devido à ação dos ventos de grande altitude ficam com a aparência de novelos muito finos de cabelo branco (cirru, em latim, significa "cachos de cabelo")
O halo também pode se formar ao redor da lua cheia e neste caso recebe o nome de halo lunar
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





