Ancara, 11 (AE-ANSA) - O líder da extrema direita austríaca, Joerg Haider, aconselhou a Europa a ocupar-se das violações de direitos humanos na Chechênia e na Turquia ao invés de "ter medo de um pequeno partido e da pequena áustria".
Em uma entrevista publicada hoje (11) pelo jornal turco "Hurriyet", o líder ultranacionalista austríaco mostrou-se a favor de que a Turquia forme parte da União Européia para evitar
assim, que o país se torne um Estado muçulmano e "regresse à Idade Média".
Na entrevista, Haider sublinhou que não existe discriminação na áustria contra os cidadãos turcos, mas que são estes os "que não se integram na sociedade austríaca e querem seguir sendo turcos". "Desta forma, digo que é o problema vosso", afirmou ele.
Um dia depois da formação do novo governo de coalizão de centro-direita, a Turquia já havia expressado sua preocupação pela sorte dos mais de 150.000 turcos que vivem atualmente na áustria.
O novo primeiro-ministro austríaco, o conservador Wolfgang Schuessel, já enviou uma carta a seu colega turco, Bulen Ecevit, oferecendo-lhe segurança sobre a comunidade turca na áustria.
Para o jornal, Haider também afirmou que para obter cidadania de um país as pessoas devem ser "dignas" da mesma e acrescentou que a Grã-Bretanha e a Alemanha têm políticas migratórias muito mais duras que a áustria.

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