de 27 anos, foi preso ontem (21) pelos policiais da Delegacia Seccional Leste de São Paulo, acusado de entrar em cadastros de bancos e empresas para obter informações e também de falsificar software. O hacker agia desde o ano passado e tem passagens pela polícia pelo mesmo crime. Nascido em Santiago, Cifuentes compra softwares originais na Holanda e Estados Unidos e depois de "pirateá-los" vende as cópias em São Paulo e outros estados. No laboratório de Cifuentes na Rua Ibitirama, na Vila Prudente, os policiais apreenderam 1.500 matrizes, celulares e cadastros com informações bancárias e pessoais de centenas de pessoas. O delegado Ivaney Cayres de Souza, titular da seccional, informou que a investigação sobre Cifuentes começou em março deste ano. Empresas, bancos e muitos correntistas apresentaram queixas à polícia informando que estavam sendo lesados por um hacker. "O chileno, com um software e cadastros, preparou cópias dos cartões de crédito de muitas pessoas e fez compras pela Internet", relatou o delegado. Meira - Souza explicou que Cifuentes em seu depoimento informou ter comprado muitos softwares falsificados do estudante de medicina da Santa Casa de Misericórdia Mateus da Costa Meira, de 23 anos. Meira, que matou a tiros de submetralhadora três pessoas e feriu outras cinco num dos cinemas do MorumbiShopping tinha um laboratório em seu apartamento e quatro computadores, que teriam sido usados para a falsificação. Em seu depoimento, Cifuentes contou ao delegado Souza ter feito muitos negócios com Meira, que por viajar constantemente para os Estados Unidos e Europa, tinha facilidade em conseguir as matrizes. Cifuentes disse para a polícia que publicava anúncios em jornais e revistas especializadas em informática oferecendo os software. "A procura é imensa." A cópia de um programa original de engenharia que custa R$ 30 mil era vendida pelo chileno por R$ 15,00. Os policiais apreenderam no laboratório um fichário com nomes e telefones das pessoas que compraram, nos últimos meses, softwares pirateados. Autuado em flagrante pela nova Lei 9.609, que coíbe a pirataria, Cifuentes poderá ficar na cadeia de 1 a 4 anos. O motoboy Sérgio Silva Oliveira, de 24, também preso pelos policiais da seccional leste, foi indiciado em inquérito por utilizar números de cartões de crédito de dezenas de pessoas para fazer compras pela Internet. Utilizando linhas telefônicas ainda não instaladas, Oliveira entrava em cadastros de bancos, conseguia informações das senhas dos cartões de crédito e fazia compras. O motoboy montou um laboratório no Campo Limpo para falsificar os softwares. Uma de suas vítimas foi o auditor José Geraldo Vaz da Silva Oliveira.Por Renato Lombardi São Paulo, 22 (AE) - O chileno Fernando Emerson Zapata Cifuentes

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