As constantes catástrofes de decorrência natural que acontecem ao redor do mundo chocam pelos efeitos devastadores e as mortes que provocam. Porém, diferentemente do que muitos ambientalistas defendem, para o sociólogo e pesquisador do Núcleo de Estudos da População da Universidade Estadual de Campinas (Nepo/Unicamp), Ricardo Ojima, a principal causa das mudanças ambientais está relacionada aos hábitos de consumo e não, necessariamente, ao processo de urbanização ou crescimento populacional.

''Sessenta por cento do aumento das emissões entre 1950 e 1980 vieram de países que contribuíram apenas com 12% do crescimento populacional. Os países que mais contribuíram com a emissão de gases foram países mais desenvolvidos, onde o consumo é maior, mas a demografia não cresceu. Por isso, a questão mais importante não é salvar o planeta, mas a forma que vamos viver os fenônemos. O planeta vai continuar aí'', disse Ojima, durante a 6 edição do Fórum Internacional de Seguros, realizado pela Allianz Seguros em São Paulo.

O planeta vai continuar aí. E nós? Leia mais na matéria de Marian Trigueiros.

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