Brasília, 05 (AE) - Advogados do vice-presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, Asdrúbal Zola Vasquez Cruxên, encaminharam hoje um habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar impedir que os senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Judiciário forcem o desembargador a prestar depoimento no próximo dia 10. Os advogados também querem evitar a instauração de um processo penal por desobediência.
No depoimento, os senadores pretendem que o desembargador fale sobre sua atuação no inventário de Washington Nominato, que teria deixado uma herança de cerca de R$ 30 milhões para o filho
Luiz Gustavo. No pedido, os advogados de Cruxên sustentam que a convocação é ilegal.
A defesa alega que não é permitido a um outro Poder se intrometer na avaliação da atividade do juiz. Por esse motivo, a convocação pela CPI afronta o princípio constitucional da separação de poderes e a independência funcional do juiz, segundo os advogados. O ministro Octávio Gallotti foi sorteado relator do pedido de Cruxên.

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