Habeas corpus liberta promotor de show trágico
Curitiba - O promotor de eventos Athayde de Oliveira Neto, 23 anos, organizador do show ''Unidos pela Paz'' foi liberado no final da tarde de ontem da Casa de Custódia de Curitiba, onde estava preso desde a noite de quarta-feira. O desembargador do Tribunal de Justiça (TJ), Jesus Sarrão, concedeu, liminarmente, ontem, pela manhã, habeas corpus derrubando o decreto de prisão preventiva, que havia sido expedido na sexta-feira da semana passada. Athayde foi preso na tarde de quarta-feira depois de prestar depoimento na Promotoria de Investigações Criminais (PIC).
Um dos advogados de Athayde, Júlio Militão, taxou a atitude dos promotores da PIC de ''prepotente'' e ''arbitrária'', referindo-se à prisão do rapaz. Segundo ele, os promotores teriam se baseado no ''clamor público'' para pedir a prisão de Athayde e tomaram a medida ''às escondidas''.
Os promotores responderam, por meio da assessoria de imprensa, que agiram com base em decreto de prisão preventiva concedido por um juiz de primeiro grau. ''O advogado é que foi incauto e negligente em não verificar que havia prisão expedida contra o cliente dele. Depois quis justificar seu ato falho, dizendo que foi surpreendido. A PIC só está querendo defender a sociedade em um caso de tamanha gravidade.''
A assessoria de imprensa informou, ainda, que ontem três empresários das bandas que se apresentaram no show ''Unidos pela Paz'' foram ouvidos ontem, em São Paulo, pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), órgão vinculado ao Ministério Público paulista. Eles afirmaram que num primeiro contato, Athayde teria dito que o show seria para 10 mil pessoas e depois que seria para 50 mil pessoas.





