Agência Estado
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DefesaNabor Bulhões, entre dois integrantes do grupo: ‘Luta pela descriminação não pode ser interpretada como crime’Cercados por dezenas de fãs com cartazes e cantando ‘‘Legalize Já, Legalize Jᒒ, Marcelo D2, Black Alien, Jackson, Formiga, Zé Gonzales e Bacalhau, integrantes da banda Planet Hemp, cruzaram os portões da 3ª Delegacia de Polícia de Brasília às 16h20 de ontem, rumo à perua que os levaria ao Hotel Imperial, no Setor Hoteleiro Sul. ‘‘A gente só quer liberdade, isso é mais importante do que a carreira ou qualquer outra coisa. Antes de sermos músicos, somos cidadãos, só queremos agora ir para casa’’, desabafou o líder da banda, Marcelo D2.
A liberdade chegou por meio de um habeas-corpus, depois de quatro dias de prisão, ocorrida após um show no Minas Brasília Tênis Club, quando o grupo foi acusado de fazer apologia do uso de drogas. O advogado da Planet Hemp, Nabor Bulhões, entrou com o pedido de habeas-corpus anteontem. Às 15h30 de ontem, o desembargador Octávio Augusto, da 1ª Turma do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, deferiu o pedido e o grupo pôde ser liberado.
A decisão, que ainda terá de ser confirmada pelo plenário do tribunal, saiu 24 horas após o juiz titular da 1ª Vara de Entorpecentes do TJ-DF, Vilmar José Barreto Pinheiro, haver negado o pedido de relaxamento de prisão feito pelo advogado da banda. ‘‘O auto de prisão em flagrante, que era a principal peça da acusação, foi quebrado e considerado nulo pelo desembargador, conforme alegou a defesa. Conseguimos provar que a luta pela descriminação da maconha não pode ser interpretada como crime. É um debate que se trava no âmbito político e jurídico’’, afirmou Bulhões.

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