Rio de Janeiro - A equipe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) vinha monitorando Elias Maluco nos últimos três meses, por meio de grampo telefônico autorizado pela Justiça, e sabia que ele estava no Complexo do Alemão.
''Ele ficou lá 99% do tempo, só saiu rapidamente duas vezes no período - uma para ir a Vigário Geral, e outra para o centro da cidade. Acompanhávamos seus movimentos rastreando seu telefone celular'', explicou coordenador das delegacias especializadas do Rio, Fernando Moraes.
Ao telefone, o criminoso falava apenas com mulheres, sobre assuntos pessoais. Imaginando-se vigiado, tentava despistar a polícia dizendo que estava viajando. Quando falava com seus aliados, usava um aparelho de rádio Nextel, empresa que alega não ter condições técnicas de permitir a escuta, apesar de determinação judicial.

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