A pesquisa do IBGE mostra que aumentou o número de idosos que vivem sozinhos, especialmente as mulheres. E as idosas vivem muito mais. Entre as mulheres, a média é de 72,6 anos e entre os homens, 64,8. A longevidade feminina é um fenômeno mundial, mas ganha intensidade no Brasil, por causa da grande mortalidade de homens jovens por causas externas, como acidentes e homicídios. Os homens de 20 a 25 anos, por exemplo, morrem três vezes mais que as mulheres. Essa diferença vai se refletir décadas mais tarde, na contagem da população idosa.
Entre as pessoas da terceira idade, havia 85,2 homens para 100 mulheres em 1991. Hoje, são 81,6, o que comprova que está crescendo o número de idosas sobre os idosos. Do universo de idosos, havia 54% de mulheres em 1991 e agora são 55,1%. Por viverem mais e não serem tão dependentes de outras pessoas quanto os homens, há muito mais mulheres vivendo sozinhas. O índice de idosos que vivem só passou de 15,4% para 17,9%. É o dobro da média da população de todas as idades.
Dos 1,6 milhão de idosos vivendo sozinhos, apenas 33% são homens. ''As pesquisas mostram que, além de viverem mais e ficarem viúvas, as mulheres continuam a morar sozinhas. Os homens, em geral, se casam de novo ou vão morar com filhos e outros parentes'', diz a coordenadora da pesquisa.
Nos países desenvolvidos, a definição de idoso é de pessoas com 65 anos ou mais, enquanto nos países em desenvolvimento o limite é de 60 anos. O cenário mundial mostra que a esperança de vida ao nascer aumentou 19 anos desde 1950.
Hoje, no mundo, uma em cada dez pessoas tem 60 anos ou mais. As estimativas são de que, daqui a 30 anos, a proporção será de um para cada cinco pessoas, sendo que nos países ricos será um para cada três pessoas. A Itália, com 23,1%, o Japão (22,3%), a Alemanha (21,8%) e o Reino Unido (20,4%) estão entre os países com maior índice de pessoas com 60 anos ou mais.
(L.N.L./AE)

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