Curitiba - O caso da ''pílula de farinha'' veio a público em junho de 1998, a partir do envio de uma carta anônima com uma cartela da pílula para a própria empresa denunciando o problema. A Schering do Brasil analisou as pílulas e só depois de confirmar que a denúncia era verdadeira avisou os consumidores e as autoridades sobre o problema.
Foram 500 mil cartelas de ''pílulas de farinha'' embaladas em cartelas idênticas à do anticoncepcional verdadeiro. Até hoje não ficou explicado como o placebo chegou ao mercado. O Ministério da Saúde divulgou os lotes, com números de série repetidos como, por exemplo, 1111, mas quando a fiscalização foi retirar a pílula do mercado houve dificuldade em encontrar esses lotes nas farmácias.
Todo o caso foi relembrado ontem, durante o julgamento, pelo relator desembargador Antonio Lopes de Noronha. Segundo o advogado da Schering, Cid Flaquer Scartezzini Filho, atualmente há 280 processos em andamento em todo País de pessoas que pedem indenização por causa da ''pílula de farinha''. No Paraná, já foram julgados quatro casos. A Shering foi condenada em dois e em outros dois as denúncias foram consideradas improcedentes.(M.K.)

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