Guiné-Bissau volta a relativa tranquilidade depois de deposição de presidente
Bissau, 08 (AE-AP) As forças rebeldes que depusseram o presidente João Bernardo Vieira ontem, entraram em choque hoje (08) com forças leais ao governo deposto, mas permaneciam com o firme controle do país do Oeste da áfrica, informaram fontes noticiosas portuguesas. Enquanto isso, líderes rebeldes prometeram dar prosseguimento ao planejado processo eleitoral do governo anterior.
Os combates de hoje ocorreram enquanto as forças rebeldes tentavam sufocar focos de resistência legalistas, depois de terem tomado o palácio presidencial ontem, informou um porta-voz do Ministério de Defesa português, sob a condição de não ter seu nome revelado.
Estima-se que mais de 100 soldados e civis foram mortos nos enfrentamentos que forçaram o presidente Vieira se refugiar na embaixada portuguesa em Bissau, a capital do país, e forçou a fuga do país de integrantes da influente guarda presidencial, de 600 membros.
"Há soldados legalistas que temem se entregar por medo de represálias", informou o porta-voz, que mantém contato regular com representantes governamentais portugueses na capital, Bissau.
"A situação é de relativa calma. O restante do país está tranquilo. Os rebeldes mantêm controle total", acrescentou.
Portugal inicialmente dissera que estava pronto a conceder asilo a presidente Vieira. Entretanto, o primeiro-ministro português, Antonio Gueterres, informou que a saída de Vieira do país iria requerer aprovação das autoridades da Guiné-Bissau. Os rebeldes haviam anteriormetne afirmado que pretendiam levar Vieira a julgamento por corrupçãodurante seu governo de 19 anos. O primeiro- minstro interino, Francisco Fadul, afirmou qeu Vieiraseria tratado de acordo com a lei.
"Examinaremos os fatos que envolvem o caso. O governo fará o que for necessário para promover a reconciliação nacional", afirmou Fadul à televisão estatal portuguesa RTP.
Soldados rebeldes isolaram a embaixada portuguesa no centro de Bissau para evitar ataques por manifestantes civis revoltados contra o governo de Vieira. Funcionários prtugueses mantêm contato próximo com os militares rebeldes que tomaram a maior parte do país durante uma guerra civil de cinco meses, antes que um acordo de paz fosse assinado em novembro passado.
"Os rebeldes não querem o poder. Querem eleições democráticas", afirmou ainda o porta-voz. "Todas as partes os rebeldes, o primeiro-ministro interino e o Parlamento prometeram prosseguir com as eleições planejadas para o final do ano", concluiu a fonte.





