Guilherme de Pádua vai cumprir condicional em Minas
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terça-feira, 19 de outubro de 1999
Por Adriana Ferreira 
Rio, 20 (AE) - O juiz da Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro, Cezar Augusto Rodrigues Costa, deferiu o pedido para que o ator Guilherme de Pádua cumpra seu livramento condicional em Belo Horizonte, cidade onde mora sua família. A fiscalização da execução da pena de Pádua ficará sob responsabilidade da Vara de Execuções Penais da capital mineira. Condenado há 19 anos de prisão pelo assassinato da atriz Daniella Perez, ocorrido em 28 de dezembro de 1992, Pádua conseguiu livramento condicional no dia 14 de outubro, após cumprir um terço da pena. Uma vez em Belo Horizonte, o ator deverá se apresentar ao juiz da Vara das Execuções bem como ao diretor do patronato local.
Hoje, antes de viajar para a cidade mineira, o ator se apresentou na VEP do Rio, por volta das 11 horas. Em seu despacho, o juiz justificou a decisão afirmando que os artigos 86 e 133 da Lei de Execuções Penais permitem que um condenado cumpra pena próximo da sua família. Para o juiz, o fato de estar perto de parentes pode permitir uma melhor "ressocialização" do condenado. O magistrado ressaltou, ainda, que o livramento condicional ao lado dos pais, em Belo Horizonte, é "altamente vantajoso para o Estado", pois garantirá "suporte familiar e social necessários à reflexão e à reintegração gradual na sociedade por este agredida". Condições - Guilherme de Pádua deverá se apresentar à VEP e ao patronato de Belo Horizonte de três em três meses e manter um endereço fixo na cidade para o controle do Estado. Caso não respeite as condições do livramento condicional, o ator pode voltar para a prisão e, uma vez revogada a liberdade condicional
ela não poderá ser concedida uma outra vez. O juiz Cezar Augusto Rodrigues Costa concedeu a permissão de transferência mesmo com um parecer contrário do Ministério Público.
Crime - Guilherme de Pádua ficou preso durante seis anos e dez meses no Presídio Ary Franco, em água Santa. Ele chegou a confessar o crime um dia depois do assassinato da atriz, com quem trabalhara na novela "Corpo e Alma", de autoria de Glória Perez, mãe de Daniella. Ex-mulher de Pádua, Paula Thomaz foi também condenada pela morte da atriz a 18 anos e seis meses de prisão. No ano passado, ela obteve a progressão para regime semi-aberto, por já ter cumprido um sexto da pena. Atualmente ela está presa no Instituto Penal Romeiro Neto, em Niterói.


