Nova York, 08 (AE) - Mais um desafio entre Brasil e França: Gustavo Kuerten, 6º do ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), enfrenta o francês Cedric Pioline, 26º, pelas quartas-de-final do US Open 1999. Desta vez, Guga espera que o resultado seja diferente, embora vá ter pela frente um adversário que jamais venceu, nas duas partidas disputadas, e que pode ser apontado como favorito por ter estilo mais adaptado às quadras rápidas, como as de Flushing Meadows. O jogo será no estádio Arthur Ashe.
"Tomara que seja mesmo diferente", disse Guga. "Nas últimas vezes, o Brasil perdeu pela Copa Davis e na Copa do Mundo", prosseguiu. "Mas não tenho nada a perder, estou jogando solto, vou entrar na quadra para bater forte na bola e, quem sabe, acabar com esta série de vitórias francesas." Na última vez que Guga e Pioline se enfrentaram o tenista francês venceu por 3 a 0, marcando o ponto decisivo para a vitória da França na Copa Davis. As condições agora são diferentes. A quadra não é coberta, nem com a superfície tão rápida como o carpete. Ainda assim, Pioline segue, em teoria, como favorito.
A vantagem do brasileiro está no seu atual momento: jogando solto, descontraído, como seu tênis rende melhor, pode superar qualquer adversário.
O técnico Larri Passos torce muito para Guga acordar bem amanhã e repetir as boas atuações das primeiras rodadas deste US Open. O treinador continua cobrando uma atitude positiva do tenista, pois sabe que quando joga dessa maneira, pode conseguir grandes resultados.
"Esta tudo preparado para o Guga conseguir um bom resultado", disse Passos. "Vai depender de como acordar e que atitude mostrar na quadra." Guga parece tranquilo e positivo. Jamais esteve tão perto de fazer uma campanha histórica no US Open e vem jogando da maneira que mais gosta. Está tão descontraído que brincou com Cedric Pioline que estava vestindo uma camisa parecida com a da seleção brasileira de futebol. Não viu a atitude do francês como uma provocação e até levou uma camiseta de presente.
DESTAQUE - Conhecidos, entre outras coisas, por se importarem pouco com o que acontece em outros países, os norte-americanos só agora parecem ter descoberto Gustavo Kuerten. Classificado para as quartas-de-final do US Open, Guga mereceu certo destaque na imprensa dos Estados Unidos, com reportagens bem interessantes no New York Times e USA Today.

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