Londres, 29 (AE) - Dos dez jogadores que iniciaram a disputa do torneio de Wimbledon com chances matemáticas de ganhar a posição de número 1 do mundo, apenas seis ainda restam na competição: Pete Sampras, Patrick Rafter, Andre Agassi, Gustavo Kuerten, Tim Henman e Greg Rusedski.
Guga, já nas quartas-de-final, está a apenas dois jogos de poder conquistar a liderença, pois não precisa do título, basta chegar a final de domingo, segundo informou Miki Singh, da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP). Mas não poderia, por exemplo, fazer o jogo decisivo com Sampras - que assim manteria a liderança - nem mesmo perder o título para Tim Henman ou Greg Rusedski. Se for campeão, o brasileiro seria o número 1, desde que não faça a decisão com Sampras.
Como muitos jogadores ainda estão disputando uma vaga nas quartas-de-final de Wimbledon - que hoje não teve jogos por causa da chuva - as variáveis ainda são muitas. Assim, apesar de toda provável torcida brasileira, as melhores chances continuam com o australiano Patrick Rafter.
Se ganhar seu próximo jogo, diante de Boris Becker, já estaria bem perto de liderar o ranking da ATP, pela primeira vez em sua carreira. Depois de vencer Rafter ainda teria, porém, de torcer para Pete Sampras não ir a final.
O norte-americano Pete Sampras vive uma situação delicada. Defende 958 pontos, do título conquistado no ano passado. A manutenção da liderança depende dele mesmo. Mas vem andando numa corda bamba, pelo fato de ter tantos pontos nas costas. Se perder diante do canadense Daniel Nestor, em jogo programadao para amanhã, o tenista norte-americano cairia da 1ª para a 6ª posição, na lista da próxima segunda-feira.
Na chave de Sampras, a parte de cima do quadro, estão os dois tenistas ingleses, Tim Henman e Greg Rusedski. Qualquer um dos dois seria coroado número 1 em pleno Wimbledon, se conquistarem o título no domingo. Henman ainda joga por vaga nas quartas-de-final (seu jogo contra Jim Courier ainda não terminou
por causa da chuva), enquanto Rusedski tem um duelo de poderosos serviços com Mark Philippoussis.
O próximo adversário de Kuerten, Andre Agassi também joga motivado pela possibilidade de ser líder da ATP. Para ele, bastaria vencer o brasileiro para estar em condições de ser número 1, desde que não ocorra nenhuma das outras hipóteses, como, por exemplo, a de Sampras chegar a final.
GUGA - Com os 184 pontos conquistados pela classificação para as quartas-de-final, é certo que Gustavo Kuerten deve melhorar sua 7ª posição no ranking. O lugar que ocupará na próxima segunda-feira ainda depende de outros resultados. Sampras, por exemplo, se perder para Nestor fica em 6º, enquanto Guga poderia subir um pouco mais.
O ranking da ATP leva em conta os 14 melhores resultados de um tenista no período de 52 semanas. Os melhores de Guga são 1, Roma, 594; Montecarlo, 474; Stuttgart, 391 (tem de defender estes pontos em 26 de julho); Indian Wells, 265; Palma de Mallorca, 239; Roland Garros, 214; Long Island, 96; Hamburgo, 92; Sydeny, 72; Dubai, 58; Estoril, 52; Umag, 44; New Haven, 35; e Adelaide 29.
Já na próxima segunda feira, a pontuação de Adelaide, embora só será defendida em 10 de janeiro do ano 2.000, passa a ser o 15º melhor resultado do brasileiro, entrando os 184 pontos de Wimbledon, que passaria a ser o 7º melhor torneio de Kuerten nas últimas 52 semanas.

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