Guga ganha motivação na disputa
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quinta-feira, 08 de julho de 1999
Por Chiquinho Leite Moreira 
Pau, França, 09 (AE) - A Copa Davis é uma competição especial para os brasileiros. Muitos tenistas apareceram seguindo os passos de Thomas Koch e Edison Mandarino. Na nova geração de jogadores, a história repete-se. Gustavo Kuerten conta que vendo a equipe do Brasil nas semifinais de 1992, com Jaime Oncins, seu ídolo como titular, ganhou motivação para sua carreira de tenista profissional.
"Na época eu ia para o colégio mas ficava ligado nos resultados dos jogos", conta Guga. "Fiquei mais motivado a entrar no circuito profissional, com a Davis." Guga é um destes jogadores que costuma buscar a superação nos confrontos da Copa Davis. Ele lembra que jamais teve uma atuação ruim na competição e lembra com orgulho os jogos recentemente disputados em Lérida, com vitórias tão consistentes que abriram as portas para ganhar a confiança e levantar os troféus de Montecarlo e Roma.
"Minha estréia na Davis, contra o Chile, foi inesquecível", lembra Guga. "Vencemos por 3 a 2 e joguei dupla com Jaiminho".
O "batismo de fogo" de Guga não poderia ter sido melhor. Jogando na casa do adversário enfrentou todos os tipos de provocações e confessa que terminou a competição com boas lições aprendidas e maior experiência.
"Enfrentei gritaria, barulho na hora de sacar e tudo mais", disse.
"Aprendi a lidar com a torcida e hoje vejo que isso foi muito importante para minha carreira." Por isso, a torcida francesa já não assusta tanto o principal tenista brasileiro. Diz que os franceses não são tão frios como os alemães, por exemplo, que só aplaudem as boas jogadas, são mais intensos e sabem a hora certa de incentivar seus jogadores.
"É uma torcida que gostaria de ter ao meu lado", avisa. "É quase tão boa quanto a brasileira, sabem fazer festa e incentivar seus tenistas." Esperto, Guga também colocar um alerta. Revela que os franceses, como conhecem bem o tênis, cobram muito de seus jogadores. E poderão pressionar os tenistas se não estiverem jogando bem. "A pressão da torcida e de os franceses jogarem em casa, poderá, no fim, ser bom para nos", disse. "Além disso, depois de nossa vitória sobre a Espanha, tudo agora é lucro."
O técnico de Guga, Larri Passos, também não esconde a esperança de o Brasil passar pela França e chegar as semifinais. Diz que nos dez anos em que estão juntos, sempre procurou enfatizar uma maior motivação ao seu jogador, para os jogos de Davis. Lembra ainda que como 5.º do ranking mundial, seu pulilo vive um momento especial da carreira.
"Hoje o Guga um tenista respetado em todos os tipos de piso"
diz o treinador. "Com as quartas-de-final na grama de Wimbledon ganhou maior respeito nas quadras rápidas."


