Guga enfrenta "asa negra" em Indianápolis
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quarta-feira, 18 de agosto de 1999
Por Chiquinho Leite Moreira 
Indianápolis, EUA, 18 (AE) - Se desse para escolher, Gustavo Kuerten, certamente, iria querer ter outro jogador pela frente, em sua partida de amanhã, válida pelas oitavas-de-final do torneio de Indianápolis. O seu próximo adversário, o sueco Magnus Norman, nunca lhe trouxe sorte. Nas duas vezes em que se enfrentaram pelo circuito da ATP, o brasileiro não terminou o jogo. Teve de desistir por causa de contusões: em Stuttgart, este ano, com 5 a 2 para o sueco, no primeiro set; e em Syracusa
em 1995, quando a partida estava 7/5 e 1/2 para Norman.
"Não é um adversário que goste de enfrentar", admite Guga. "Mas não fico preocupado com os problemas das contusões, mas sim pelo fato dele ser um jogador completo, com bons golpes e um bom saque." Como prevenir nunca é demais, Gustavo Kuerten resolveu tirar a "mandinga" de cima e buscou remédio nas boas ações. Aproveitou a folga de hoje no torneio e esteve no Riley Hospital, de Indianápolis, para visitar crianças doentes, dar autógrafos e distribuir ingressos para a competição.
Com todos os cuidados tomados, Guga tenta uma vaga nas quartas-de-final de Indianápolis, em um jogo realmente difícil. Magnus Norman, número 35 da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), é um jogador perigoso e que este ano conquistou o título do ATP Tour de Stuttgart. Guga confessa que vai precisar jogar bem para vencer e lembrou que, fora das estatísticas oficiais, tem uma vitória sobre Norman: em um torneio exibição no Ibirapuera, em São Paulo, quando marcou 6/1, 6/7 e 6/4.
Em Indianápolis, Norman derrotou o romeno Andrei Pavel por 6/3 e 6/1, enquanto Carlos Moya superou Daniel Vacek por 1/6
6/4 e 76 (6), e o australiano Mark Philippoussis, voltando s quadras depois de séria contusão em Wimbledon, perdeu para o francês Arnauld Di Pasquale por 6/3, 3/6 e 6/1.
COPA ERICSSON - São Paulo será o ponto de partida este ano da Copa Ericsson, um circuito profissional com oito semanas de competições e um total de US$ 1,2 milhão em prêmios, com US$ 100 mil em cada etapa e US$ 200 mil no Masters. A abertura será de 11 a 17 de outubro no Clube Paineiras do Morumbi. No lançamento do circuito este ano, hoje, em São Paulo, o ex-tenista Miguel Nido e hoje presidente da Altennis, responsável pela organização do evento, lembrou que há três anos, quando iniciou-se a Copa Ericsson, a América Latina tinha apenas cinco jogadores entre os cem primeiros da ATP, e agora são 14 os classificados, com seis deles entre os 50.
"Acredito que a Copa Ericsson está ajudando a desenvolver o tênis na América Latina, com competições no Brasil
Uruguai, Peru, Argentina, México e Venezuela", disse. "A prova está no crescimento do número de jogadores bem colocados no ranking."


