Roma, 15 (AE) - Com outra empolgante atuação, Gustavo Kuerten venceu a difícil batalha diante do espanhol Alex Corretja ao marcar 6/4 e 6/2 em 1h35 de jogo e, neste domingo, vai decidir o título do Super 9 de Roma, diante do australiano Patrick Rafter, número 4 do ranking mundial. O jogo no Foro Itálico de Romano será às 9h30 de Brasília, e a TV Manchete anuncia a transmissão ao vivo. Os dois jogadores estão especialmente motivados na busca do título. Para Guga pode significar sua volta ao grupo dos top ten, antes até do que imaginava ser possível, enquanto Rafter, se vencer, será o novo número 1 do mundo. O título vale ainda um cheque de US$ 361 mil. Kuerten e Rafter jamais se enfrentaram em qualquer jogo do circuito.
O brasileiro está sendo considerado um dos melhores tenistas da temporada de quadras de saibro e, depois de vencer o Super 9 de Montecarlo, tem a chance de ganhar mais um troféu importante. Rafter já provou que sabe, como poucos australianos, jogar e vencer em quadras de terra.
A vitória de Gustavo Kuerten sobre o lutador Alex Corretja, valeu ao brasileiro 407 pontos para o ranking mundial. Com isso, já defendeu tranquilamente os 186 conquistados pelas semifinais do ano passado, e pode reconquistar uma posição entre os dez primeiros.
O jogo diante de Corretja teve 1h35 de duração. Kuerten mostrou um tênis consistente e versátil. Esteve sempre em vantagem e soubre variar, quando estava em situação difícil, buscando à rede nos momentos certos para definir os pontos nos voleios. Sacou também com precisão, com 60% de aproveitamento em seu primeiro serviço e aplicou 8 aces. Australiano da terra - O australiano Patrick Rafter, numero 5 do ranking mundial, foi o primeiro finalista do Super 9 de Roma. Ele conseguiu sua classificação com uma excelente vitória sobre Felix Mantilla, considerado atualmente o melhor espanhol em quadras de saibro. Mesmo assim, o australiano venceu em dois sets, com parciais de 6/3 e 7/5. Neste domingo, joga a final no Foro Itálico Romano com chances de tornar-se o número 1 do mundo.
Por isso, Rafter entrou com uma motivação especial neste torneio de Roma. Afinal, se conquistar o título somará pontos suficientes para transformar-se no novo número 1 do mundo. O 17.º da história da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), destronando o russo Yevgeny Kafelnikov, há duas semanas como líder.
A Austrália é um dos mais tradicionais países do tênis. De lá saiu, por exemplo, Rod Laver, que alcançou a façanha de fechar o Grand Slam, ou seja, ganhar num mesmo ano os quatro maiores torneios do planeta: Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open.
Patrick Rafter também é um jogador versátil. Sabe jogar em diversas condições. É o bicampeão do US Open, mas sabe, como poucos australianos, jogar também nas quadras de terra, o saibro. Já esteve, por exemplo, nas semifinais de Roland Garros, em 1997, ano em que o brasileiro Gustavo Kuerten conquistou o título. Por isso, seria mesmo curioso um australiano conquistando a liderança do ranking mundial, justamente num torneio disputado em quadras de saibro.
A vitória de Rafter sobre Mantilla, em 1h25 de jogo, deixou claro a versatilidade do tenista australiano. Joga com agressividade. Saca bem e sabe como poucos colocar seus voleios. Consegue alcançar bolas incríveis, com sua elasticidade junto a rede. Por algum tempo, Rafter foi muito criticado pelo fato de não ter uma esquerda batida. Hoje calou a boca de muita gente, ao conquistar o bicampeonato do US Open e estar bem próximo de alcançar a liderança do ranking mundial. Hingis - A tenista número 1 do ranking da Associação Feminina de Tênis (WTA), a suíça Martina Hingis já garantiu sua classificação para a final do torneio de Berlim, com premiação de mais de US$ 1 milhão. Nas semifinais, deste sábado, derrotou a espanhola Arantxa Sanchez por 6/4 e 6/0. Curiosamente no primeiro set, a tenista espanhola chegou a abrir vantagem de 3 a 1, mas, depois disso, Hingis resolveu mostrar por que é a número 1 do mundo.

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