Guga deve usar óculos em torneio na Alemanha
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quinta-feira, 23 de setembro de 1999
Por Chiquinho Leite Moreira 
São Paulo, 24 (AE) - Preparado para enfrentar o desafio das quadras cobertas, o tenista Gustavo Kuerten levou um equipamento diferente nesta sua viagem de três semanas à Europa: colocou na raqueteira (onde normalmente só costumam ficar as raquetes, os grips e os string lings) um par de óculos especiais. O acessório é para ajudá-lo a enfrentar o trauma das iluminações artificiais. Guga estréia terça-feira na Grand Slam Cup diante do inglês Greg Rusedeski e se tomar coragem e convencer-se de que está mesmo precisando, vai entrar para o jogo com os óculos, com 0,50 grau em uma lente e 0,75 em outra.
Estes óculos de grau são feitos especialmente para Guga. A idéia partiu dele mesmo. Pediu para adaptar uma armação normalmente usada para sol, destas de surfistas como ele, aplicando lentes claras. O resultado é um pouco estranho. Parece que o tenista está com uma máscara de Zorro, mas com as hastes bem justas e um desenho aerodinâmico, o equipamento fica bem ajustado e não cria dificuldades na sua movimentação durante o jogo.
"Fiz os testes durante toda esta semana em Florianópolis", contou Guga que hoje à noite embarcaria em São Paulo para a Alemanha. "Acho que me adaptei bem, mas não decidi ainda se vou usá-lo ou não." Normalmente Guga usa óculos de grau para sair à noite. Como está sempre apenas entre amigos, poucos se deram conta que o tenista vem tentando a adaptação há um bom tempo, mas só agora pensa seriamente em entrar para um jogo com os óculos.
Guga disputa a Grand Slam Cup, na próxima semana, assim como Fernando Meligeni - que também só embarcaria hoje à noite para a Alemanha. Depois joga na Basiléia e termina a viagem em Viena. As três competições serão em ginásios com luz artificial.
ARMADILHA - As quadras de grama são para poucos. E jogando nesta superfície em Brisbane, Austrália, os australianos fizeram os russos cairem numa armadilha no confronto pelas semifinais da Copa Davis. O herói do primeiro dia de disputas foi Wayner Arthurs que marcou o segundo ponto de sua equipe ao superar o favoritismo de Yevgeny Kafelnikov, número dois do ranking, por 6/2, 6/7 (4), 6/2 e 6/0. Na primeira partida, Lleyton Hewitt já havia vencido Marat Safin por 7/6 (0), 6/2, 4/6 e 6/3. "Este foi o dia mais feliz da minha vida", definiu Arthurs após sua vitória sobre Kafelnikov.
Com 28 anos, Arthurs só agora fez sua estréia na equipe australiana da Davis. Ele só foi chamado por causa das contusões de Patrick Rafter e Mark Philippoussis.
Em Pau, na França, mesma cidade em que venceram o Brasil
os franceses também estão a apenas um passo da classificação para a final. Nos dois primeiros jogos desta sexta-feira, Sebastien Grosjean derrotou Xavier Malisse por 7/5, 6/2 e 7/6 (3), enquanto Cedric Pioline precisou de cinco sets para vencer Felip Dewulf por 6/3, 5/7, 3/6, 6/3 e 6/2.
Já a Espanha, depois de ter perdido para o Brasil, está agora afugentando o fantasma do rebaixamento. Em confronto válido pela repescagem, os espanhóis vencem a Nova Zelândia, jogando em Hamilton, por 2 a 0. Sem suas principais estrelas - como Carlos Moya e Alex Corretja -, Felix Mantilla venceu Mark Nielsen por difíceis 6/2, 3/6, 4/6, 7/6 (2) e 6/3, enquanto Francisco Clavet ganhou de Brett Steven por 6/2, 6/4 e 6/4.


