Bogotá, 15 (AE-AP) - O grupo rebelde Exército de Libertação Nacional (ELN) queixou-se nesta terça-feira (15) de estar sendo menosprezado pelo governo no processo de paz e anunciou que nesta semana serão libertados reféns sequestrados em uma igreja de Cáli e em um avião da companhia Avianca.
O comandante Felipe Torres, porta-voz do ELN, pediu perdão pelo falecimento por enfarte de um dos reféns capturados no avião, obrigado por um comando do ELN a aterrissar em 12 de abril em uma remota localidade do norte colombiano.
O ELN foi "subvalorizado e menosprezado" pelo governo, disse o comandante Torres em declarações feitas da prisão de Itagui, na cidade de Medellín, à rede Radionet.
No entanto, acrescentou que "estamos vendo alguns sinais positivos" para uma aproximação entre rebeldes e governo. "O Exército de Libertação Nacional formulou muito claramente suas propostas e as reitera", disse Torres ao ser perguntado se seu grupo insistiria na saída do exército de uma região do norte do país para dialogar com o governo.
Entre os sinais de aproximação estariam os encontros que Torres e outro comandante rebelde tiveram com um delegado de governo do presidente Andrés Pastrana em Itagui, na semana passada, para coordenar a libertação dos reféns sequestrados em 30 de maio em uma igreja de Cali, cerca de 300 quilômetros ao sudoeste de Bogotá.
A libertação de meia centena de reféns estava marcada para ontem, mas foi atrasada porque os guerrilheiros exigiam a presença de um parlamentar da Alemanha, que supostamente chegaria hoje, e provas de que o governo retiraria suas forças da região onde a entrega seria efetuada.
Torres disse que não poderia precisar quantos fiéis seriam libertados nem a data exata, mas que seria antes de sexta-feira desta semana. Também seriam libertados alguns sequestrados do avião desviado em abril.

mockup