Guerrilha e paramilitares se enfrentam em prisões colombianas
Bogotá, 04 (AE-AP) - As prisões colombianas, que estão fora do controle das autoridades penitenciárias, são agora um novo campo de batalha entre os guerrilheiros e paramilitares encarcerados.
"A guerra suja também chegou aos estabelecimentos carcerários", disse hoje (04) o diretor da Polícia Nacional, general José Serrano, ao confirmar um conflito entre guerrilheiros e paramilitares presos que envolveu granadas, fuzis e pistolas e que deixou seis mortos ontem na prisão La Picota de Bogotá.
"Um dos problemas das prisões é que todos os elementos desestabilizadores estão confinados num mesmo local", afirmou Serrano em entrevista telefônica com a emissora de rádio RCN. Ele acrescentou que para superar o conflito deveria haver prisões especiais para os guerrilheiros, outras para paramilitares e outras para narcotraficantes.
Segundo fontes penitenciárias, entre as vítimas do conflito de ontem está Juan Caceres Useche, chefe paramilitar da prisão, conhecido como "sargento Caceres", que havia implantado um regime de terror na penitenciária para impor a sua autoridade e cobrar extorsões dos reclusos.
Hoje pela manhã, depois de controlar os amotinados e resgatar dois feridos, a guarda penitenciária apreendeu nove pistolas, três granadas e dois telefones celulares em poder dos presos.





