Guerrilha derruba torres de transmissão de energia e provoca blecaute
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2000
Por Javier Baena 
Bogotá, 11 (AE-AP) - Em uma nova onda de ataques contra a infra-estrutura elétrica, o Exército de Libertação Nacional (ELN) dinamitou nesta sexta-feira (11) 14 torres de energia e deixou várias regiões da Colômbia sem luz, de acordo com sua estratégia de forçar o governo a entregar-lhe uma zona desmilitarizada.
Os ataques começaram à meia-noite em áreas próximas a Medellín
a segunda maior cidade do país, e atravessaram a madrugada no sul de Bogotá, informou a Empresa de Interconexión Eléctrica.
"Este é um ataque contra os interesses do povo", disse Ramiro Valencia, gerente das Empresas Públicas de Medellín, ao informar por rádio que as sabotagens da guerrilha deixaram sem luz diversos setores da cidade e uma linha de metrô, principal meio de transporte de massa para seus 2,5 milhões de habitantes.
Valencia explicou que os ataques da guerrilla concentram-se em Medellín e no departamento de Antioquia, pois nessas áreas estão as maiores fontes de energia hidrelétrica para distribuição no resto da Colômbia mediante um sistema interconectado de 15.000 torres.
O ELN, a segunda principal guerrilha colombiana, derrubou cerca de 250 torres de energia nos últimos seis meses. Seus atos causaram um dia nacional de repúdio no qual 18 milhões de pessoas apagaram as luzes de suas casas durante dois minutos no dia 23 de janeiro.
Após uma breve suspensão dos ataques contra a infra-estrutura elétrica, o ELN bloqueou durante quase uma semana a rodovia Bogotá-Medellín, cidades que concentram 25% dos 40 milhões de habitantes da Colômbia.
Apoiado pela Força Aérea, o Exército desalojou ontem os guerrilheiros, mas a via prossegue bloqueada porque 40 caminhões tiveram o radiador perfurado ou destruído pelas balas da guerrilha.


