Bogotá, 6 (AE-AP) - Apesar de alguns tropeços, o principal grupo de rebeldes que participa das conversações de paz com o governo colombiano reafirmou ontem (5) sua decisão de seguir buscando uma saída política para o conflito interno que envolve o país há 35 anos. A organização guerrilheira mais antiga da América Latina, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), disse hoje(6) em carta aberta apresentada em Estocolmo, Suécia, que ratificam mais uma vez " sua decisão de continuar buscando a conquista da paz com justiça social". O governo do presidente Andrés Pastrana e as FARC não chegaram a um acordo nas duas reuniões em que discutiram a estruturação de uma Comissão de Acompanhamento, razão pela qual as conversações permanecem estancadas. As FARC, porém, expressaram seu desacordo com a criação desta comissão. Elas afirmaram que o governo ignora " de maneira incompreensível", os acordos firmados em Caquetanía, local onde se reuniram o presidente Andrés Pastrana e o líder máximo das FARC, Manuel Marulanda, com a intenção de iniciar um "período de negociação e diálogo, com base no acordo de uma agenda comum". Eles também assinalaram a presença de diversas dificuldades para "manter os diálogos para a negociação, devido às inconstância da política governamental". As FARC permanecem numa zona de 42 mil kmÍ ao sul do país. A região foi desmilitarizada por ordem presidencial para ser o local de reunião entre os representantes da organização e do governo.

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