Rio- Com a morte de dois supostos traficantes, subiu hoje para dez o número de vítimas fatais na favela da Rocinha, na zona sul do Rio. A guerra de traficantes no local começou na sexta-feira. Durante todo o dia a situação era tensa, houve tiroteio e um homem ficou ferido.
O traficante Mauro Barbosa Casimiro, o Maurinho, e um homem, não identificado até as 19 horas, morreram quando os PMs invadiram a casa onde estavam, em uma rua na parte baixa da favela. No início da manhã, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Renato Hottz, sobrevoou a Rocinha no helicóptero da PM e passou o dia percorrendo ruas da favela. Por volta de 11h30, foram ouvidos tiros e fogos de artifício, lançados pelos traficantes para avisar que a polícia estava subindo.
O coronel informou que, durante o dia, o morro foi ocupado por 1.200 PMs, que vasculharam ''em pontos estratégicos'' a mata ao redor da favela. Além disso, outros 380 PMs se posicionaram em vias de acesso à Rocinha e ao morro do Vidigal (vizinho). À tarde, cerca de 80 policiais civis reforçaram a operação na mata. À noite, segundo Hottz, 580 PMs ocupariam a Rocinha e 180 estariam na favela do Vidigal, que também foi ocupada ontem.
Apesar de toda a mobilização na área, Hottz disse que, até o fim da tarde nada havia sido encontrado na mata. ''Não registramos a presença de traficantes nem dos esconderijos deles, mas a presença na mata será efetiva para evitar que eles se movimentem por ali.'' Desde o início da operação, 16 pessoas foram presas, segundo a Secretaria de Segurança Pública.
''Eles estão usando táticas de guerrilha. Estão sendo treinados ou por pessoas que foram das Forças Armadas ou por estrangeiros que vieram para cá'', disse o coronel Jorge Braga, comandante do Batalhão do Leblon, na zona sul.

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