São Paulo, 31 (AE)- Em entrevista coletiva, o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) disse acreditar que a guerra fiscal não se acabará com a troca de governadores ou do presidente da República. Para ele, a guerra fiscal terá fim com um País homogêneo que possa dar desenvolvimento em todas as áreas, principalmente para as mais carentes. "Enquanto os Estados pobres não tiverem mecanismos para crescer economicamente, a guerra fiscal vai continuar, queira Covas, queira ACM, queira Fernando Henrique ou não", disse o senador.
"Achar que São Paulo está espoliado é evidentemente de quem quer esconder a falta de êxito", disse o senador. Perguntado se a guerra fiscal só beneficiaria empresários, respondeu: "Se houvesse distribuição equitativa da renda nacional, não seriam só os empresários que ganhariam. Mas os empresários vão atrás de onde há mais oportunidades", disse ACM. Segundo ele, essa não é a situação ideal, mas é o jogo do comércio no mundo todo.
Sobre declaração do deputado Antonio Kandir (PSDB-SP) de que muitas vezes o dinheiro da guerra fiscal acaba financiando campanhas eleitorais, ACM disse que "posso garantir que Kandir é um dos mais favorecidos pelos empresários nas eleições". Segundo ACM, Kandir quer se passar "por bonzinho" na reforma fiscal, "justamente ele que tirou o dinheiro da nossa poupança e criou a Lei Kandir, que prejudicou muitos Estados, principalmenbte São Paulo", afirmou ACM. "Kandir que fique no lugar dele".

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