'Guerra fiscal' preocupa Brasil e Argentina
'Guerra fiscal' preocupa Brasil e Argentina17/Mar, 18:22 Por Simone Cavalcanti Brasília, 17 (AE) - Os governos do Brasil e da Argentina estão preocupados com a "guerra fiscal" entre Províncias e Estados dos dois países. Em entrevista que concedeu hoje - ao lado do secretário de Comércio e Relações Econômica e Internacional da Argentina, Horácio Chighizola -, o secretário-geral do Itamaraty Luiz Felipe Seixas Corrêa, afirmou que é preciso acabar com essa "guerra", para que a integração do Mercosul não seja prejudicada. "Não podemos continuar com isso, pois a convergência macroeconômica tem que estar mais próxima", disse ele. "Quando olhamos a integração dos dois países, vemos que é necessária a criação de políticas comuns de competência, eliminando barreiras desde que haja oportunidades dos dois lados." Segundo Corrêa, só assim "será possível gozar dos benefícios dessa integração". O secretário-geral brasileiro teve encontros ontem e hoje com o secretário argentino. Eles trataram de temas como infraestrutura segurança e defesa, economia e comércio, diplomacia, fronteira e relações federais e assuntos multilaterais. A preocupação com a convergência macroeconômica de Brasil e Argentina, incluindo a "guerra fiscal" entre Províncias argentinas e Estados brasileiros, devem ser levadas a uma reunião triministerial que acontecerá nos dias 26, 27 e 28 de abril, no país vizinho. Vão participar desse encontro os ministros de Relações Exteriores, da Fazenda e da Defesa dos dois países. O secretário de Comércio e Relações Econômica e Internacional da Argentina, Horácio Chighizola, na entrevista dada no Itamaraty, informou que o governo argentino pretende orientar as Províncias a suspenderem a "guerra fiscal". Chighizola disse acreditar que um dos motivos que têm levado empresas argentinas a virem para o Brasil é o efeito da desvaloriziação do real, sentido nos últimos 15 meses.





