SÃO PAULO - Cinco guardas-civis metropolitanos foram presos domingo pelos policiais do 25º Distrito. Eles são acusados de ter espancado três rapazes num posto da Guarda Civil Metropolitana (GCM), na madrugada de domingo. Levada para um pronto-socorro, uma das vítimas, Maurício Martins Ferreira, de 20 anos, morreu em virtude de traumatismo craniano e de hemorragias.
As outras duas vítimas, Haroldo Ferreira, de 26 anos, e Claudemir Luques, de 24, já deixaram o hospital. Os guardas responderão a processo por homicídio doloso (intencional) e por lesão corporal.
De acordo com o que os policiais apuraram, os rapazes foram abordados pelos guardas quando voltavam de uma festa e levados para o posto da GCM. Os cinco guardas alegam que foram xingados pelos rapazes, o que acabou provocando a agressão.
TransferênciaPara evitar que outros presos atacassem os guardas, a polícia decidiu transferí-los para o 81º DP, no Belém, na zona leste. O distrito é destinado a presos com curso universitário e a ex-policiais.
O comandante da GCM, o coronel reformado do Exército Emílio Wagner Jorge Kourrouski, mandou investigar o caso. Ele disse que hoje à tarde a averiguação estará encerrada. Os guardas podem ser demitidos. ‘‘Não quero fazer pré-julgamento’’, afirmou.
Foi o próprio comandante quem determinou aos guardas que se apresentassem no 25º DP. ‘‘Eles entregaram as fardas e apresentaram-se em trajes civis’’, disse Kourrouski. ‘‘Não sou adepto do corporativismo.’’
A morte do estudante é o primeiro caso em que guardas-civis são acusados de matar em serviço este ano. O caso mais grave ocorreu em 1995, no Itaim Paulista. Dois guardas foram presos em flagrante sob a acusação de matar dois policiais militares após confundí-los com assaltantes.

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