Londrina - Desde ontem os guardas municipais de Londrina estão realizando a vigilância de prédios públicos. A determinação do prefeito Alexandre Kireeff foi comunicada em uma reunião com a corporação. A categoria não ficou satisfeita com as mudanças na rotina de trabalho.
A Guarda Municipal (GM) vai substituir o serviço que era desempenhado pela empresa Force Vigilância e Terceirização em postos de saúde, escolas, parques municipais e áreas administrativas da prefeitura. O trabalho de ronda que a GM fazia nas ruas e avenidas ficará em segundo plano. Os 186 guardas municipais de Londrina vão vigiar 53 locais com patrulhamento fixo e os demais serão monitorados através de rondas.
O contrato da empresa foi encerrado na última segunda-feira e não será renovado. A medida segue uma orientação jurídica da Procuradoria do Município, que, de acordo com a Lei Orgânica do Município, veta a terceirização de atividades que podem ser exercidas pelos servidores. A economia prevista é de R$ 4,9 milhões por ano.
O secretário de Defesa Social, major Raul Leão Vidal, explicou que está fazendo uma reestruturação nas escalas para realizar os serviços de vigilância e garantiu que os espaços estarão bem protegidos. ''Os locais que necessitam de vigilância 24 horas nós vamos fazer. O patrimônio do município vai ser mantido'', garantiu Vidal.
O presidente da Associação dos Guardas Municipais de Londrina, Fernando Neves, criticou a decisão da administração municipal. Segundo ele, a corporação reagiu com muitas reclamações, mas vai cumprir a ordem do prefeito. A principal preocupação é quanto a segurança dos guardas e dos prédios municipais.
''Não temos as ferramentas mínimas de segurança, como armas e rádios. Como vamos garantir a nossa segurança e dos lugares que estaremos vigiando? Ainda mais com um patrulhamento fixo, em que o risco é maior'', ressaltou Neves. O presidente alegou ainda que o projeto que criou a Guarda Municipal de Londrina em 2011 previa uma guarda de ronda e não patrimonial.
O comandante interino do 5º Batalhão da Policia Militar (PM), capitão Sidinei Fernandes Garcia, acredita que a decisão do prefeito foi acertada. ''Vejo com bons olhos esta medida. Com certeza os próprios municipais estarão bem protegidos. Os guardas foram treinados e estão preparados para fazer uma segurança qualificada. Haverá tranquilidade para os usuários e para quem trabalha nestes locais'', afirmou Garcia.
A PM garante que o patrulhamento ostensivo não sofrerá diminuição com a retirada dos guardas das ruas. ''Não interfere de maneira nenhuma no nosso trabalho. Não vai haver sobrecarga. Vamos continuar fazendo o que sempre fizemos, mesmo antes da formação da Guarda Municipal'', frisou.
De acordo com o município, a Force Vigilância deverá manter um efetivo de 50 vigilantes para complementar o trabalho dos guardas municipais. Entre eles os 16 que hoje trabalham armados. A prefeitura faria ainda ontem a renovação parcial do contrato com a empresa.
O prefeito autorizou a Associação dos Guardas Municipais a criar uma comissão para discutir com a administração melhores alternativas para o trabalho dos guardas. A principal pauta é a regularização do uso de armas. Kireeff sinalizou que pretende armar a corporação no futuro.

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