Guardas municipais têm 10 dias para responder acusações da morte de jovem
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quarta-feira, 16 de maio de 2018
Rafael Machado<br>Grupo Folha 
A juíza da 1ª Vara Criminal de Londrina, Elisabeth Kather, deu 10 dias para que os guardas municipais Fernando Neves e Michael de Souza Garcia encaminhem defesas a respeito da denúncia protocolada na semana passada pelo promotor Ricardo Domingues de homicídio qualificado e fraude processual na morte de Matheus Evangelista, 18 anos. Os agentes estão presos preventivamente desde a última sexta-feira (11). Outro guarda, João Victor Goes Arruda, teve a função pública suspensa e a proibição de portar armas de fogo, inclusive particulares, determinada pela Justiça.

O crime aconteceu no dia 11 de março durante uma festa no jardim Porto Seguro, região norte. Acionada por vizinhos, a Guarda Municipal foi chamada para atender uma ocorrência de perturbação de sossego. Testemunhas disseram à Delegacia de Homicídios (DH) que Evangelista foi baleado pelos servidores municipais após uma abordagem. A versão é desmentida pelos acusados. Eles disseram que o jovem já estava ferido quando chegaram no local onde acontecia o evento.
A Polícia Civil fez uma reconstituição do caso. O chefe do Instituto de Criminalística de Londrina, Luciano Bucharles, argumentou que não foi possível constatar de qual arma saiu o projétil que matou Matheus Evangelista. Para o delegado Ricardo Jorge, titular da Homicídios, o disparo fatal foi efetuado por Fernando Neves. "A reprodução simulada, aliada aos depoimentos das testemunhas, ajudaram a validar essa versão", apontou.


