Oito testemunhas e os dois guardas municipais acusados pelo homicídio de Matheus Evangelista foram ouvidos nesta quarta-feira (8), em audiência no Fórum de Londrina. Michael de Souza Garcia e Fernando Ferreira das Neves permanecem presos preventivamente.

Eram esperados os depoimentos de quinze testemunhas, mas acusação e defesa consideraram que as oitivas das oito primeiras já seriam suficiente e as restantes foram dispensadas. Os dois réus foram ouvidos em seguida.

Segundo o advogado auxiliar da acusação, Mário Barbosa, as testemunhas e o depoimento de Garcia elucidaram pontos controvertidos dos autos. Um dos pontos confirmados foi o fato de Neves procurar Garcia na casa da mãe dele, onde mora, para supostamente adulterar a arma do crime. "Isso foi confirmado pela mãe dele quanto por ele próprio. O Michael [Garcia] também assumiu que efetuou um disparo para cima e que não tinha a intenção de atingir ninguém, que foi apenas par advertência. Com isso, fica tudo na conta do Neves", conta Barbosa. Neves preferiu permanecer em silêncio.

Após a oitiva de testemunhas e réus, abre-se a fase de alegações. O Ministério Público e o advogado auxiliar encaminharão à juíza Elizabeth Kater suas manifestações e, em seguida, a defesa também se manifesta nos autos. Após esta fase, a magistrada decide se o caso vai ou não a júri popular.

O advogado de Garcia, Eduardo Mileo, disse que deve se manifestar apenas após as alegações para a Justiça. A defesa de Neves não quis se pronunciar.

Segundo inquérito da Polícia Civil, Evangelista teria sido baleado no pescoço por Fernando Neves durante uma abordagem dos guardas municipais em uma residência do jardim Porto Seguro, onde ele participava de uma festa com amigos. Michael Garcia teria atirado para cima para advertir o grupo de jovens. João Goés Arruda dirigia a viatura da GM. Os acusados afirmam que a vítima já estava baleada assim que chegaram no local. Eles teriam sido chamados por moradores para atender uma ocorrência de perturbação de sossego.

No dia 2 de agosto, o Superior Tribunal de Justiça negou pedido de habeas corpus para Garcia.

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