Londrina – A Associação dos Guardas Municipais de Londrina pretende realizar uma assembleia nesta semana para debater a possibilidade de paralisação dos serviços. O aquartelamento, como vem sendo chamado, seria uma resposta à falta de armamento da corporação.
"Seria, entre outras palavras, uma greve. Os guardas iriam registrar o ponto, mas ao invés de se dirigir aos postos de trabalho ficariam aquartelados", afirmou o presidente da associação, Fernando Neves.
A ameaça é uma reação a um novo atentado sofrido por guardas municipais, o terceiro nos últimos 21 meses. O crime ocorreu anteontem no Jardim União da Vitória, zona sul de Londrina. Uma viatura que realizava patrulhamento nas ruas do bairro foi alvo de tiros. Ninguém ficou ferido.
"Os guardas havia sido chamados para acompanhar o prefeito (Alexandre Kireeff) em um encontro com moradores, havia uma pessoa suspeita na região. Quando eles receberam as descrições passaram a realizar uma patrulha e foram perseguidos por motociclistas", lembrou o secretário de Defesa Social, Rubens Guimarães.
O atentado ocorreu a poucos metros da base da Unidade Paraná Seguro (UPS), a única de Londrina. Porém, os atiradores conseguiram fugir. "Os policiais militares fizeram um cerco na região, mas ninguém foi localizado", afirmou o porta-voz do 5º Batalhão da PM, capitão Nelson Villa.
Os guardas municipais aguardam há três anos o armamento. "Infelizmente ainda tem prazo", observou o presidente da associação. A Prefeitura de Londrina chegou a contratar uma empresa para treinar os guardas municipais. Mesmo recebendo pelo serviço, a empresa deixou de dar aulas, como por exemplo o curso de tiro. As irregularidades culminaram em ações judiciais e nas condenação por fraude na licitação do servidor Wagner Trindade, dos ex-secretários Benjamin Zanlorenci, Marco Cito, do ex-prefeito Barbosa Neto e da companhia Delmondes & Dias.
"Sempre falei que sou a favor do armamento, assim como o prefeito Alexandre Kireeff. No entanto, alguns trâmites têm que ser seguidos. Firmamos um termo de cooperação com a Polícia Civil para realização do curso de tiro e agora aguardamos parecer da Procuradoria e da Secretaria de Gestão Pública. A ideia é que todos os guardas sejam treinados", apontou o secretário de Defesa Social. A corporação é composta de 183 guardas.

mockup