Guardas do Vaticano eram amantes, diz escritor italiano.
Cidade do Vaticano, 09 (AE-REUTERS) - O mistério que envolve a morte violenta de três pessoas no Vaticano, em maio do ano passado, aprofundou-se hoje (09) com a versão de que o chefe da Guarda Suíça e seu suposto assassino eram homossexuais e amantes.
Ontem, o Vaticano apresentou a conclusão de suas investigações sobre o crime, na qual acusa Cedric Tornay, um cabo do pequeno exército que protege o papa, de disparar contra seu chefe, Alois Estermann, e contra a esposa venezuelana deste antes de suicidar-se.
Entretanto, o escritor Massimo Lacchei afirmou hoje à imprensa italiana que conhecia os dois homens e que semanas antes do crime havia conversado com eles, em um apartamento com vistas para a Basílica de São Pedro, sobre sua difícil relação homossexual
Lacchei alega que um misterioso terceiro homem não identificado poderia ter participado do banho de sangue. "Procurem por um terceiro homem, um que foi despachado rapidamente para o estrangeiro depois da tragédia", disse o escritor, segundo o jornal La Reppublica, sem especificar quem poderia ter enviado o misterioso homem para o Exterior.
Lacchei conta a história da relação entre os dois guardas em um relato de ficção incluído em um livro de contos titulado "Verbum dei, verbum gay" (Palavra de Deus, palavra de gay).
No texto, titulado "Missa em uma capela privada" (Misa en una capilla privada), o autor se refere aos dois homens como o "major Jorg" e o "tenente Kaspar".
Durante o lançamento de seu livro, ontem à noite, no teatro de Roma, Lacchei afirmou que ambos personagens foram baseados em Estermann e Tornay.
O escritor garantiu que escreveu o conto antes dos assassinatos e afirmou que, a princípio, decidiu não publicá-lo, mas mudou de idéia, mesmo tendo, segundo ele, recebido ameaças de morte por querer chamar a atenção sobre o tema da homossexualidade na Igreja Católica.





