Guarda Municipal nega agressão a estudante
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terça-feira, 08 de abril de 2008
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe Folha 
Curitiba - A Comissão da Segurança Pública da Câmara de Veradores de Curitiba ouviu ontem o depoimento do diretor da Guarda Municipal, inspetor Carlos Celso dos Santos, sobre o confronto entre membros da instituição e estudantes ocorrido na semana passada. André Luis de Almeida Santos, de 17 anos, ficou ferido e precisou ser hospitalizado após o episódio. Santos negou que o estudante tenha sido agredido pelos guardas. ''Ele correu, caiu e foi pisoteado pelos manifestantes'', disse.
O jovem contesta a versão. ''Fui atacado por três guardas. Dois me agrediram pelas costas e me deram choque na coluna e um terceiro me bateu com um cacetete'', contou. O inspetor negou também que a Guarda utilize aparelhos de choque. Pela versão do diretor, dois guardas estavam próximos à estação-tubo central no momento em que os estudantes a invadiram. ''Agiram para evitar que houvesse depredação do patrimônio público e para proteger os cidadãos que estavam na estação'', afirmou.
Segundo o inspetor, durante o tumulto, outros seis guardas tentaram conter os estudantes. ''Foram eles que atenderam o estudante e chamaram o Siate'', relatou. Santos disse que não houve dano à estação-tubo. ''É realmente curioso que apenas oito guardas tenham contido uma multidão descontrolada de estudantes'', ironizou Bruno Libonati Rocha, advogado do estudante.
De acordo com Rocha, o relatório do médico que atendeu André deve comprovar que o jovem foi vítima de um choque elétrico. O documento deve ficar pronto na sexta-feira. Já o laudo do Instituto Médico Legal constatou que o ferimento teria sido causado por um cacetete. ''Ele fez o exame um dia após a agressão e o choque não deixa marcas por tanto tempo'', disse.


