Rio, 29 (AE) - O guarda municipal Waldemir Santos Cerqueira, de 28 anos, matou o filho Márcio Everton Cerqueira, de 8 anos, a golpes de tubo de PVC. Com muitos hematomas e traumatismo craniano, o garoto foi socorrido por vizinhos e levado para o Hospital Gétulio Vargas, na Penha, na zona norte do Rio, onde chegou morto. O crime ocorreu ontem (28) à noite e Cerqueira foi preso em flagrante. Hoje à tarde, ele foi exonerado da Guarda Muncipal. A polícia suspeita que o menino tenha sofrido abuso sexual antes do espancamento.
Interrogado, o guarda negou, a príncipio, o crime. Cerqueira alegou que o filho havia escorregado no chuveiro, enquanto tomava banho, mas, depois, confessou que espancou Márcio, de acordo com a polícia, porque o garoto não queria fazer o dever de casa. Ele foi autuado por homicídio doloso e qualificado, cuja pena mínima é de 15 anos.
O delegado José Leite Alberto, da 38.ª Delegacia Policial (Pavuna), que registrou o caso, suspeita que o menino tenha sido vítima de abuso sexual pelo pai, uma vez que o ânus da criança tinha sinais de violência. O resultado do exame cadavérico do Instituto Médico-Legal (IML), que deverá ficar pronto no prazo de uma semana, vai esclarecer se Márcio sofreu violência sexual.
O garoto morava com o pai e a madrasta há cerca de um ano, na Rua Arnaldo Ador, em Vista Alegre, na zona norte da cidade. De acordo com a Superintendência da Guarda Municipal, Cerqueira era um guarda exemplar e ingressou na instituição em agosto de 1998, após fazer concurso e ser submetido a uma série de testes e avaliações psicólogicos. No primeiro semestre deste ano, Cerqueria foi transferido da 1.ª para a 2.ª Inspetoria da Guarda Municipal (2ª IGM) por causa do bom comportamento.
"Ele nunca recebeu uma punição sequer nem faltou ou chegou atrasado ao trabalho", disse o chefe da 2ª IGM, inspetor Roberto Souza.

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