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Guarda municipal é suspeito de assédio sexual


Danilo Marconi Reportagem Local
Danilo Marconi Reportagem Local

Londrina – Um guarda municipal de 41 anos é suspeito de assediar sexualmente três servidoras públicas lotadas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no Jardim Sabará, zona oeste. O crime teria ocorrido no último dia 19, e vem sendo apurado pela Corregedoria da Secretaria Municipal de Defesa Social.
O suspeito estaria trabalhando dentro da unidade e, segundo apontamentos feitos sobre a ocorrência, teria abordado uma assistente social durante a tarde em uma sala da UPA. Ele teria abordado assuntos de cunho sexual com a funcionária, gerando "estranheza e receio".
Durante a noite o mesmo guarda municipal teria agarrado uma enfermeira na rouparia e tentado beijá-la a força. Minutos depois, ele teria se dirigido a uma médica, que havia acabado de assumir o plantão, e dito palavras obscenas de cunho sexual.
As três vítimas relataram para a responsável de plantão que o sujeito aparentava estar com um "comportamento diferente do habitual", talvez alcoolizado, drogado ou sob efeito de alguma medicação.
"Repudio esse tipo de conduta a qualquer pessoa. Fico chateado por ser um servidor público, mesmo que de outra pasta, por criar um ambiente de difícil trato. Óbvio que tem que ser dado o direito de ampla defesa, mas causa estranheza três servidoras de plantões diferentes relatarem o fato dentro da unidade", relatou o secretário de Saúde, Francisco Eugênio de Souza.
O guarda municipal de 41 anos foi afastado de suas atividades na UPA. "Ele vem cumprindo expediente em outro local e sob supervisão. Nossa legislação não prevê afastamento do funcionário ou perda dos rendimentos em casos de denúncias", disse o secretário de Defesa Social, Rubens Guimarães.
"Vamos tomar todas as medidas cabíveis sobre esta questão. A princípio a gente ficou espantado com o relato porque não é esta atitude que queremos dentro da Guarda Municipal", afirmou.
A Corregedoria da Guarda Municipal abriu um procedimento administrativo para apurar as denúncias. "O presidente da comissão disciplinar tem 90 dias para levantar provas e apresentar um relatório sobre o caso. Se forem comprovados os atos ele pode ser punido com advertência, suspensão e até demissão do cargo", descreveu o corregedor, Jurandir Gonçalves André.Nem a Delegacia da Mulher tampouco o 3º Distrito Policial receberam formalização de denúncia criminal sobre o caso.
É o segundo caso de denúncia de abuso da GM somente esta semana. Um inquérito da Polícia Civil apura um caso de agressão contra um jovem de 21 anos, que acusa um trio de guardas de agressão e de sequestro. Ele sofreu um ferimento no lábio e na cabeça. O episódio aconteceu na Rodovia Carlos João Strass, quando o rapaz aguardava um ônibus no ponto após sair do trabalho. Ele teria acenado para amigos no momento que a viatura passava. Após a abordagem, ele foi algemado sob a acusação de desacato.

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