Guarapuava tenta reverter os números que a colocam como o município de maior quantidade de indigentes do Estado. São 38.701 pessoas ou 25% de sua população, que é de 154.990 habitantes. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, a cidade é a mais pobre do Paraná. O prefeito Vitor Hugo Burko (PSDB) garante que a reação começou nos últimos seis anos com o incentivo a programas de geração de renda.
Das 27 favelas que existiam em Guarapuava, cita como exemplo, nenhuma existe mais. ‘‘O que temos são focos de ocupações irregulares’’, afirma a secretária de Promoção Social do município, Altiva Karam Holocheski. A mudança no quadro social deve-se à implantação de uma política de capacitação e geração de renda, aliada a uma ação agrícola - interrompida no período de 1989 a 1996, segundo a prefeitura -, que provocou o retorno do homem ao campo.
Os principais responsáveis por essa reversão são a diversificação de atividades agropecuárias através de 21 programas e projetos destinados aos micro e pequenos produtores rurais, que beneficiam cerca de 12 mil pessoas, organizadas na Cooperativa de Micro e Pequenos Produtores Rurais de Guarapuava e Região.
De acordo com o prefeito Vitor Hugo Burko, soma-se a isso a criação do Centro Educacional e Tecnológico de Guarapuava e a reforma agrária municipalizada com seis assentamentos nos distritos de Guará, Entre Rios e Guairacá, atendendo 211 famílias na Fazenda Rosa, São Pedro, Europa, Carolina, Bananas e Paiol de Telhas.
‘‘Entendemos que os programas só dão resultados a médio e longo prazos’’, afirma o secretário municipal de Agricultura, Josef Phan Filho, para quem os índices de pobreza não surgiram de um dia para outro. ‘‘Trata-se da falta de políticas de administrações anteriores que não pensaram em desenvolver o interior do município e nem em oferecer condições de melhoria sócio-econômica à população’’, completa o secretário municipal de Indústria e Comércio, Sergio Zarpellon.

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