Grupos norte-americanos apóiam o retorno de Elián a Cuba
Miami, 19 (AE-AP) - Advogados dos familiares de Elián Gonzalez irão à corte federal na próxima quarta-feira para lutar contra a determinação do Serviço de Naturalização e Imigração (INS, pela sigla em inglês) de que o garoto de 6 anos de idade deve retornar a Cuba.
"Elián tem o direito de representação", disse Roger Bernstein em entrevista à NBC. "Elián tem o direito de ser ouvido", acrescentou.
O INS determinou que Elián deveria ser mandado de volta a Cuba
junto de seu pai. O garoto foi resgatado, pela guarda costeira norte-americana, após o naufrágio em que morreram sua mãe e seu padrasto, no dia 25 de novembro.
Na semana passada, a procuradora-geral Janet Reno suspendeu o prazo dado pelo INS para o retorno do garoto a seu pai ao invés de deixá-lo com familiares em Miami. Reno determinou que a situação do garoto é um problema de imigração, de jurisdição federal.
O Serviço de Naturalização e Imigração também rejeitou uma segunda petição feita, na semana passada, pelo tio-avô de Elián, Lazaro Gonzalez. O INS estabeleceu que somente o pai do garoto pode representá-lo.
Ontem(18), em Washington, líderes de diversos grupos norte-americanos que queriam o retorno de Elián para o seu pai advertiram que estão preparados para fazer protestos e atos de desobediência civil caso a criança não retorne logo.
Eles conclamam a procuradora-geral norte-americana, Janet Reno
a apoiar a decisão do Serviço de Naturalização e Imigração e mandar Elián para a custódia paterna em Cuba, antes que o Congresso ou as cortes norte-americanas fiquem mais envolvidas com o caso.
"Impor cidadania a uma pessoa é como impor religião", disse a religiosa Joan Brown Campbell do Conselho Igrejas norte-americanas, que dá suporte ao retorno de Elián a Cuba. "Você não impõe religião e você não impõe cidadania". Campbell prometeu que o Conselho de Igrejas lutaria pelo retorno do garoto em um encontro com o pai de Elián, Juan Gonzalez e outros membros da família, em Cuba. Michael McCormick, diretor da Coalizão Americana de Pais e Filhos, também deu o apoiou de sua organização para Juan González.





