Grupos discutem alternativas para melhorar serviços prestados pela Febem
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terça-feira, 30 de março de 1999
Por Andréa Portella 
São Paulo, 31 (AE) - Representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário formaram grupos de trabalho que devem apresentar alternativas aos serviços prestados pela Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (Febem). A escolha dos representantes de cada um dos poderes será feita na próxima semana e os primeiros resultados devem ser divulgados em 45 dias.
As autoridades estiveram reunidas na noite de ontem (30)
na Assembléia Legislativa. Participaram o presidente da Febem, Eduardo Roberto Domingues da Silva, a secretária da Assistência e Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, Marta Godinho, parlamentares, e o procurador-geral do Estado, Luiz Antonio Marrey, entre outros. "A partir do relatório da CPI da Febem, entendemos que seria necessária uma ação integrada", explicou a deputada Maria Lúcia Prandi (PT), relatora da CPI que investigou a instituição. "Essa integração é importantíssima, foi uma reunião histórica".
Uma das questões que serão analisadas pelos grupos de trabalho é a superlotação das Unidades de Acolhimento Provisório do Complexo Imigrantes. Há duas unidades com capacidade para receber 300 jovens cada uma, mas ontem havia 1.450 adolescentes na soma de internações dos dois locais. Desde a semana passada, o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Condeca) determinou a proibição de mais internações nessas unidades.
Também serão analisados pelos grupos os entraves à descentralização da instituição e a necessidade de aplicação de medidas consideradas alternativas, como a liberdade assistida. Na avaliação do deputado estadual Renato Simões (PT), existe uma grande chance de os grupos produzirem resultados efetivos. "O que tem marcado a questão da Febem até aqui é a dispersão de iniciativas", acredita.


