Grupos de Ribeirão Preto disputam fábrica da Antarctica
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quinta-feira, 20 de abril de 2000
Por Kelly Lima 
Ribeirão Preto, SP, 21 (AE) - Fundada em 1911, e hoje um dos símbolos da cidade, a fábrica da Antarctica de Ribeirão Preto deverá ser disputada à parte da concorrência já anunciada entre pelo menos dez interessadas na compra da Bavária, incluindo cervejarias estrangeiras e nacionais. Pelo menos três grupos de Ribeirão Preto já demonstraram interesse em adquirir a cervejaria em nome da tradição.
A microcervejaria Colorado é a que está na frente da corrida e deve entrar na Justiça para disputar o direito de comprar apenas a unidade da Antarctica em Ribeirão Preto, desvencilhada da marca Bavária, como quer a AmBev e deve ser determinado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O proprietário da cervejaria, Marcelo Carneiro da Rocha, diz que sua intenção é produzir uma cerveja e um chopp local.
Além da Colorado, dois outros grupos disputam a marca Pinguim, nome da tradicional choperia que tem quatro unidades em Ribeirão. Um dos grupos é formado por ex-funcionários da Antarctica, que buscam parceiros para investir no negócio. O terceiro grupo, defendido pelo presidente da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto, Gilberto Maggioni, tenta negociar com os próprios donos da marca Pinguim, que hoje também possuem a rede Giovanetti em Campinas e a rede de postos de combustíveis Graal, na Via Anhanguera. "Pretendíamos formar um pool para vender mais e melhor a imagem da cidade como capital do chope e da cerveja", disse Maggioni.
O Banco Ribeirão Preto se dispôs a fazer estudo de mercado para apresentar ao Cade e justificar a venda da fábrica em separado das demais unidades. Para o coordenador local da Antarctica, Geraldo Dal Píccolo, dificilmente essa possibilidade será acatada. "O Cade tem interesse que uma nova empresa hoje com participação inferior a 5% se fortaleça no mercado", portanto, " não haveria motivos para que se dissociasse esta venda".


