Grupos começaram a se formar na década de 50
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sexta-feira, 28 de março de 1997
Agência Estado 
RIO - Os primeiros grupos de extermínio do Rio surgiram em 1955. Na época, suspeitava-se que o esquadrão da morte teria sido criado por policiais da Delegacia de Diligências Especiais. O pretexto seria o de combater a criminalidade no Rio com as próprias mãos. Os policiais reclamavam do baixo salário e da lentidão da Justiça, problemas ainda presentes na pauta de suas reivindicações. Os grupos cresceram basicamente na Baixad a Fluminense e foram batizados com diversos nomes, como Polícia Mineira, Rosa Vermelha, Mão Branca e Máscara Negra.
Os crimes cometidos por esses grupos eram identificados com inscrições nos corpos das vítimas ou bilhetes deixados próximo ao local da desova. Por muitos anos, as autoridades do Estado do Rio tiveram atuação tímida no combate aos esquadrões da morte. Parte da população festejava alguns assassinatos, como o do assaltante e sequestrador José Rosa Miranda, o Mineirinho, em 1961. A partir de sua morte, os grupos de extermínio passaram a se guiar pelo slogan para cada policial morto, dez bandidos eliminados.
Os grupos de extermínio foram acusados, anos depois, de promover execuções motivadas por extorsão, vinganças pessoais, brigas de quadrilhas ou interesses políticos dos caciques da Baixada Fluminense. Até 1980, a polícia do Rio registrou cerca de dois mil assassinatos de autoria dos esquadrões da morte. (Sílvio Barsetti.)


