Um grupo de trabalho vai preparar um diagnóstico da saúde pública na cidade do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada ontem, em uma reunião entre os secretários estadual e municipal de Saúde e o ministro Carlos César Albuquerque, que cobrou uma solução para a crise do setor, principalmente em relação às emergências. ‘‘Estamos tentando colocar em ordem a Babel que é a saúde pública do Rio’’, informou Albuquerque. O ministro quer a atuação conjunta, independente das divergências políticas entre os governos do Estado e do município.
O grupo de trabalho será formado por representantes dos três níveis de governo. Segundo o ministro da Saúde, a análise vai responder, por exemplo, onde estão as distorções do sistema, quais são os hospitais com leitos ociosos, onde a relação médico/enfermeira é deficiente e o motivo da situação. Segundo o ministro, a partir dos resultados será possível estabelecer metas.
Há consenso, contudo, em relação ao fato de que as emergências não podem continuar sendo a porta de entrada dos serviços, o que sobrecarrega os hospitais. ‘‘O problema das emergências é cultural, porque a população não está acostumada a procurar ambulatórios’’, afirmou Albuquerque.
O secretário Estadual de Saúde, Ivanir Melo, afirmou que 70% dos que apelam para grandes emergências poderiam resolver o problema em postos de saúde. Ronaldo Gazolla, contou que especialmente na rede federal de hospitais há ociosidade de leitos por falta de recursos humanos.

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