Grupo que violou túmulo de criança sai da cadeia
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terça-feira, 14 de maio de 2002
Agência Folha 
São Paulo - O grupo preso em Paulínia, interior de São Paulo, sob acusação de invadir o cemitério municipal para ressuscitar uma criança conseguiu liberdade anteontem à noite.
Desesperados com a morte da filha Nicole, de 1 ano e 6 meses, os pais, acompanhados por um grupo de evangélicos, invadiram o cemitério da cidade, por volta das 21h de domingo.
A polícia foi chamada e cerca de 20 pessoas foram levadas para a delegacia. Dez, incluindo os pais da menina e um pastor da igreja Assembléia de Deus, ficaram presos até anteontem.
Os acusados vão responder por danos ao patrimônio, violação de sepultura e vilipêndio a cadáver. O crime é inafiançável, mas a Justiça concedeu liberdade ao grupo pelo fato de a maioria não ter antecedentes criminais, segundo o delegado Tadeu Aparecido Brito de Almeida.
Os advogados entraram com um recurso e conseguiram a liberdade provisória (dos acusados). Apesar de terem saído da cadeia, vão responder pelos crimes e terão uma série de restrições, afirmou o delegado. As restrições, conforme ele, incluem a prestação de contas à Justiça e a impossibilidade de deixar a cidade.
Nicole morreu atropelada pelo próprio pai, que manobrava o carro na garagem de casa e não percebeu a presença da menina. Ele acreditava que o pastor, através de uma força divina, pudesse ressuscitar a filha.


