Grupo protesta contra alta da tarifa do ônibus
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2004
Maria Duarte<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - Estudantes, sem-teto e integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) protestaram ontem, em frente à Prefeitura de Curitiba, contra o aumento previsto da tarifa do transporte coletivo, ainda não oficializado. Os estudantes fizeram um boneco de pano, simbolizando o prefeito Cassio Taniguchi (PFL), e enforcaram o boneco.
A intenção era dizer que os estudantes e seus pais não aceitarão ser ''enforcados'' pelo preço da passagem, que deve subir de R$ 1,65 para R$ 1,90, ainda sem data definida. Os estudantes ameaçaram ainda invadir os terminais de ônibus caso a prefeitura não adote o passe livre para eles e também para os desempregados.
A prefeitura espera uma posição da Coordenação da Região Metropolitana (Comec), vinculada ao governo do Estado, para tomar uma posição em relação ao aumento da tarifa. Os estudantes comandaram o protesto e chegaram em frente à prefeitura, com um carro de som, às 10 horas. Eles gritaram frases como ''prefeito, não leva a mal, sem passe livre vou invadir o terminal'' , ''aumentar a tarifa é enforcar o trabalhador''.
Parte dos estudantes usou nariz de palhaço durante o protesto. Referindo-se ao slogan da prefeitura, o presidente da União Paranaense dos Estudantes (UPE), Madson de Oliveira, disse que Curitiba ''não é a capital social nem aqui nem na conchinchina'', pois trata os estudantes de maneira insensível. Os manifestantes pediram ainda que seja aberta a ''caixa preta'' da Urbs, que gerencia o transporte coletivo na Capital.
De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, a Secretaria Municipal de Governo se propôs a atender os líderes do protesto, mas os manifestantes não quiseram conversar. Um dos coordenadores da manifestação, Paulo Eduardo Bodviak, porém, disse que os estudantes pretendem conversar com representantes da prefeitura e da Urbs para negociar.
Adalton Araújo, um dos coordenadores estaduais do Movimento Nacional de Luta pela Moradia que participou da manifestação, avalia que a tarifa em Curitiba é muito cara, mesmo custando R$ 1,65, e que por isso não deveria subir. ''Aqui deveria custar mais ou menos isso'', afirmou Araújo.


