Brasília, 05 (AE) - O grupo português Companhia Geral de Distribuição Eléctrica S A e a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) vão assinar acordo na sexta-feira, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, para construção de 35 centrais de geração de energia elétrica. O objetivo da empresa, ligada ao banco Caixa Geral de Depósitos, é produzir um total de 300 megawatts de energia por meio do bagaço de cana, subproduto das usinas de álcool e açúcar do interior paulista. Serão investidos R$ 350 milhões neste projeto em três anos.
Para o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Afonso Henriques Moreira Santos a geração de energia por meio de fontes alternativas é importante para atender a demanda do País. Segundo ele, a norte-americana Enron já está comprando energia excedente produzida por auto-produtores ou produtores independentes de São Paulo para comercializá-la.
A agência anunciou ontem a autorização para construção e ampliação de três Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e seis usinas termelétricas no País. O diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo, disse que após concluídas, em um prazo de até 24 meses, estas usinas produzirão 150 MW de energia. Segundo Abdo, os técnicos da agência irão acompanhar os cronogramas destes empreendimentos para evitar surpresas quando vencer o prazo de conclusão das obras.
Ontem à tarde foi assinado, na Aneel, o contrato de concessão de geração de energia com a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), do Rio Grande do Sul. Abdo explicou que o objetivo do contrato é regular a exploração de energia hidráulica de 14 centrais geradoras ainda estatais. O texto estabelece critérios de operação e comercialização de energia elétrica produzida, os direitos e deveres da concessionária, a fiscalização e a obrigatoriedade de investimento de 1% do faturamento em pesquisa e eficiência energética.
O contrato permite, pela primeira vez, que uma geradora reajuste suas tarifas para as distribuidoras de acordo com as respectivas datas de revisão contratual. Para a CEEE distribuidora (já privada) os preços de geração serão revistos em outubro e para a RGE e AES-Sul, a revisão será nos meses de abril. Assim, a Aneel quer evitar que ocorram aumentos de custos para as distribuidoras fora das datas de reajustes contratuais.
A diretoria da Aneel admitiu ontem ainda que estuda a possibilidade de ampliar o horário de funcionamento da central de atendimento aos consumidores, hoje de segunda a sexta-feira das 7 horas às 19 horas.
Lançada em caráter experimental na sexta-feira passada, a central, em cinco dias de operação, recebeu 6.200 ligações sendo que, a maioria das queixas se deu após 18 horas, ou seja, 30 minutos antes do encerramento. As denúncias contra as empresas podem ser feitas para o telefone 0800 61 2010, cuja ligação é gratuita.

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