Grupo português assume Banco Primus
Brasília, 10 (AE) - O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou o Banco Internacional do Funchal (Banif), de Portugal, a adquirir até 100% das ações do Banco Primus SA e da Primus Corretora de Valores e Câmbio SA. Com sede no Rio de Janeiro e uma agência em São Paulo, o Primus é um banco múltiplo, com tem carteiras de comercial, de crédito, financiamentos e investimentos. Na autorização do CMN está previsto que o novo controlador, o Banif, poderá abrir até dez agências.
De acordo com nota distribuída pelo Banco Central hoje, o banco português é a empresa líder do Grupo Banif que tem sede no Funchal, Ilha da Madeira. A instituição foi criada em janeiro de 1988 e possui ativos de R$ 3,95 bilhões.
Em novembro de 1996, o grupo português iniciou suas atividades no Brasil com a aquisição de 98% do capital da sociedade Campo Oeste Ltda., uma empresa que tem sede no Mato Grosso e opera uma fábrica de processamento de soja. Ao mesmo tempo, por meio de suas empresas de trading, o grupo tem realizado operações de importação e exportação entre Brasil e Portugal.
Ainda segundo a nota do BC, com a aquisição do Primus, o objetivo do grupo Banif é ampliar suas atividades no Brasil passando a atuar no mercado financeiro. Para o CMN dar a autorização ad-referendum (fora da reunião ordinária), o Banco Central exigiu do grupo português o pagamento de um pedágio no valor de R$ 3 milhões. Na verdade, o Banif terá que assumir dívidas de instituições que sofreram liquidação extrajudicial e estão sob o controle do Banco Central.
Girobank - O BC decretou hoje a liquidação extrajudicial da financeira Girobank SA Crédito, Financiamento e Investimento, da distribuidora de títulos e valores mobiliários e da empresa de consórcio do grupo. Com sede em São Paulo, a Girobank estava com dívidas de R$ 19,9 milhões ante um patrimônio de apenas R$ 3 8 milhões.
De acordo com o consultor do Departamento de Fiscalização do BC, Ricardo Liao, a instituição foi liquidada extrajudicialmente por não conseguir honrar seus compromissos. Dentre eles, o pagamento de R$ 10 milhões em letras de câmbio.
A Girobank trabalhava ainda com a concessão de crédito direto ao consumidor. Segundo informações do Banco Central, a instituição também comprou linhas telefônicas para revender, atribuição fora de sua competência. O não pagamento destas linhas agravou a situação financeira da Girobank.
Ainda de acordo com o BC, os clientes serão chamados a pagar os financiamentos para o pagamento de credores da instituição.Por Soraya de Alencar ATENÇÃO EDITOR: Esta retranca acrescenta informações, com novo texto.





