Grupo Orsa compra controle acionário do Projeto Jari
admitida por ele, é que a Saga faça uma oferta pública para as ações que estão no mercado, que correspondem a cerca de 30% do controle da empresa. Sem experiência de atuação no mercado aberto, a Saga, criada em 1981, é dona de quatro empresas que atuam no setor de papel e celulose, que terão um faturamento de R$ 300 milhões em 99, sendo 80% proveniente de papel ondulado. No ranking do setor, a empresa é a quarta colocada. No próximo ano, o grupo inaugurará a quinta planta na cidade de Rio Verde (GO), que produzirá embalagens de papel ondulado. As outras plantas são na cidade paulistas de Suzano, Paulínia, Nova Campina e em Manaus (AM). Amoroso explicou que os credores apostaram na capacidade que sua empresa já demonstrou na recuperação de empresas problemáticas e com baixa capacidade de produção para fecharem o negócio com o grupo Jari. Ele relatou, por exemplo, que ao comprar, em 1993, a planta de Paulínia a produção de papel reciclado era de 38 t/dia. Hoje, são 400 t/dia, segundo ele. Na mesma planta, foi instalada uma fábrica de embalagens com capacidade para 500 mil/t/ano. A Saga anunciou que pretende construir, no primeiro semestre de 2000, a Usina Hidrelétrica de Santo Antônio que integra o projeto inicial do Grupo Jari. Amoroso disse que ainda não sabe se a usina terá 100 megawatts ou 200 megawatts de capacidade, o que definirá o custo que poderá ser, respectivamente, de US$ 100 milhões ou US$ 150 milhões. Segundo Amoroso, um grupo de operadores de energia e também a Eletrobrás participam de uma negociação que definirá o projeto de financiamento da usina hidrelétrica.Por Rita Tavares São Paulo, 22 (AE) - A Saga Investimentos e Participações, controladora do Grupo Orsa, comprou 96% das ações ordinárias do Grupo Jari, que estavam sob controle do Grupo Caemi. A partir da negociação, que foi intermediada pelo BNDES e Banco do Brasil que são os principais credores do projeto, a Orsa passa a ter 33% do capital total do projeto Jari, assumindo seu controle. A negociação durou três anos e duas empresas internacionais disputaram com o Grupo Orsa. Não houve um desembolso imediato e o fluxo futuro de caixa da empresa garantirá o pagamento da dívida de cerca de US$ 410 milhões, excluídos os passivos, que o Grupo Jari tem com 21 credores. A partir do próximo ano, e até 2010, a Saga destinará a maior parte do fluxo para os credores e ficará com uma parte menor, numa proporção que não foi revelada pelo principal acioniosta da Saga, Sérgio Antonio Garcia Amoroso, que detém 68% da empresa - o restante pertence a cinco sócios, sendo três deles irmãos de Amoroso. Segundo ele, o contrato prevê uma garantia mínima de pagamento de US$ 100 milhões para os credores até 2010. Um estudo consultoria finlandesa Jaakko Pyry prevê, numa estimativa conservadora, um fluxo de caixa de US$ 196 milhões nos próximos onze anos. Uma projeção otimista estima que o fluxo chegue a US$ 308 milhões. O estudo prevê uma alta do preço da celulose nos próximos três anos, que seriam seguidos de três de queda e mais três, de alta. Amoroso prevê que o grupo, rebatizado agora de Complexo Jari, terá um faturamento de US$ 160 milhões em 2000 e de US$ 210 milhões, em 2001. Em 99, serão US$ 145 milhões. Desde já, Amoroso afirma que quer ter o controle acionário total da empresa. No momento, ele negocia com o BNDES e Banco do Brasil, que detêm juntos quase 30% de participação na empresa, a possibilidade de compra futura das ações que estão em poder dos bancos, quando do pagamento total da dívida. Outra possibilidade





