Grupo Orsa compra 96% das ações ON do Grupo Jari
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quarta-feira, 22 de dezembro de 1999
Por Rita Tavares 
São Paulo, 14 (AE) - A Saga Investimentos e Participações, controladora do Grupo Orsa, comprou 96% das ações ordinárias do Grupo Jari, que estavam sob controle do Grupo Caemi. A partir da negociação, que foi intermediada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Banco do Brasil (BB), principais credores do projeto, a Orsa passa a ter 33% do capital total do projeto Jari, assumindo seu controle. Não houve um desembolso imediato e o fluxo futuro de caixa da empresa garantirá o pagamento da dívida de cerca de US$ 410 milhões que o grupo tem com 21 credores.
A partir do próximo ano, e até 2010, a Saga destinará a maioria do fluxo para os credores e a minoria para o controlador
numa proporção que não foi revelada pelo principal acioniosta da Saga, Sergio Antonio Garcia Amoroso, que detém 68% da empresa - o restante pertence a cinco sócios, sendo três deles irmãos de Amoroso. De acordo com ele, o contrato prevê uma garantina mínima de pagamento de US$ 100 milhões até 2010. Garcia Amoroso, prevê que o Grupo Jari, rebatizado agora de Complexo Jari, tenha faturamento de US$ 160 milhões em 2000 e de US$ 210 milhões em 2001. Controle - Garcia Amoroso, desde já, afirma que quer ter o controle acionário total da empresa. No momento, ele negocia com o BNDES e BB a possibilidade de compra futura das ações que estão em poder dos bancos quando do pagamento total da dívida. Outra possibilidade admitida por ele é que a Saga vá ao mercado para comprar ações que correspondem a cerca de 30% do controle da empresa. Sem experiências de atuação no mercado aberto, a Saga é dona de quatro empresas que atuam no setor de papel e celulose, que terão um faturamento de R$ 300 milhões em 99, sendo 80% proveniente de papel ondulado. No próximo ano, o grupo inaugurará a quinta planta na cidade de Rio Verde (Goiás), que produzirá embalagens de papel ondulado. Amoroso explicou que os credores apostaram na capacidade que sua empresa já demonstrou na recuperação de empresas problemáticas e com baixa capacidade de produção para fecharem o negócio com o Grupo Jari. Duas outras empresas internacionais disputaram com ele o controle do Jari, mas ele não nomeou quais seriam.


