Brasília- Alguns passageiros que tentavam embarcar no aeroporto de Congonhas, na tarde de ontem, desistiram de remarcar seus vôos e se organizam para ir de ônibus até seus destinos. Foi o caso do engenheiro Daniel Rezende, 25, do Rio, da decoradora Nadja de Almeida, 44, do Rio Grande do Sul, e da gerente de vendas Carolina Pires, 25, do Paraná.
Eles deveriam ter embarcado às 9h30 de ontem num vôo da TAM para Curitiba. O vôo foi cancelado por volta das 12h. Segundo Rezende, a informação prestada pela companhia aérea era de que a única possibilidade para o trio era remarcar o vôo para quarta-feira. Os passageiros, que não se conheciam, resolveram pegar o mesmo táxi até a estação Jabaquara do Metrô (zona sul), e de lá seguir para o terminal do Tietê. Eles programam sair às 23h de ontem de São Paulo e devem chegar à Curitiba às 6h de hoje.
''Como só vamos viajar às 23h, aproveitamos para trocar telefones, vamos almoçar juntos e depois continuaremos a nos comunicar pela internet'', afirmou Rezende.
Outro grupo, formado por três engenheiros da Petrobrás, Fábio Aguiar, 34, Eduardo Montanaro, 25, e Fernando Prado, 26, também optou por viajar de ônibus. Eles vieram a São Paulo a trabalho e têm de viajar a Macaé, região dos Lagos, no Rio.
O grupo deveria ter embarcado em um vôo da Varig, no entanto, foi cancelado. Eles ouviram a conversa do outro grupo, que vai para Curitiba, e resolveram fazer o mesmo. ''Ao menos de ônibus leito a gente vai em uma poltrona bem mais confortável, mais espaçosa'', disse Prado.
Pacote O novo pacote do governo para solucionar os problemas de congestionamento nos aeroportos de São Paulo foi considerado ''precipitado'' e ''vago'' pelo presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo (SBTA), Anderson Ribeiro Correia. ''As medidas só foram anunciadas agora por conta do acidente (com o Airbus da TAM)'', afirmou. Ele considerou que os reflexos do pacote só deverão ser sentidos no médio prazo.

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