Grupo neonazista diz que local de reunião não será descoberto
Santiago, 18 (AE-AP) - O grupo neonazista que realiza um encontro internacional clandestino em alguma localidade chilena disse que os delegados estão tão ocultos que não serão encontrados "nem se a polícia passar ao nosso lado".
"O que estamos fazendo é não sair (do lugar) onde estamos", disse a porta-voz do Movimento Socialista Nacional Chileno, que se autodenominou Caterina.
Ocultos, os neonazistas chilenos vêm conseguindo burlar a vigilância policial, apesar das buscas determinadas pelas autoridades na região de Osorno (900 km ao sul de Santiago), suposto local escolhido para o encontro. Outras versões dizem que eles estariam escondidos em alguma praia do litoral norte ou nas proximidades da capital, Santiago.
O grupo promete estender a reunião até a próxima sexta-feira, 21. Antes de sua detenção no último sábado, por acusações de estelionato, o organizador do congresso, Alexis López, afirmou que, apesar da vigilância das autoridades, já haviam chegado ao Chile os representantes da Colômbia, Paraguai, Equador, Peru e Bolívia informação que não pôde ser confirmada.
O governo do presidente Ricardo Lagos elaborou uma lista de 50 estrangeiros vinculados à ideologia nacional-socialista, proibindo sua entrada no país. López, porém, disse que dos nomes listados não constava o de nenhum dos participantes do congresso.
Jovens de todos os setores planejaram para o final da tarde de hoje uma marcha de protesto contra o congresso nazista, quando pretendem entregar ao presidente Lagos um abaixo-assinado com 20 mil assinaturas repudiando o encontro.





