São Paulo, 02 (AE) - O grupo argentino Macri, mais conhecido no Brasil por ser proprietário da Adria, Chapecó e Zabett, pretende fazer pesados investimentos em empresas de tecnologia e informática no País, por intermédio da MTC Investments. A companhia, que terá escritórios em São Paulo e Buenos Aires, nasce com um fundo de US$ 30 milhões, pertencentes à família Macri - uma das maiores fortunas da Argentina.
Segundo o presidente da MTC, Orlando Salvestrini, a idéia é atrair para a companhia verba de US$ 150 milhões até dezembro. Com esse capital, a MTC - associada à americana Violy Byorum & Partners, com sede em Nova York, dirigida pelo ex-presidente mundial da American Express James Robinson - espera adquirir o controle acionário de empresas que possam ganhar valor, como integradoras da área de sistemas, desenvolvedoras de pacotes de gestão empresarial, call centers de atendimento e tecnologia de informação.
No momento, contou Salvestrini, A MTC já conversou com 30 companhias, mas apenas seis poderão receber apoio financeiro para desenvolvimento de negócios. Ao analisar às companhias, o executivo disse que é essencial a manutenção dos antigos proprietários à frente dos negócios. "Queremos que eles fiquem, enquanto nós vamos ajudá-los na administração, no enfoque estratégico, a procurar novos mercados e fazer alianças tecnológicas", contou.
Apesar disso, ele contou que a MTC poderá sair de alguma companhias após obter rentabilidade considerada ideal. Paralelamente, a MTC pode reforçar outras atividades de algumas companhias. A descoberta desse segmento de mercado ocorreu quando o Grupo Macri, depois de ter feito investimentos em empresas de tecnologia e informática, como Proceda e Unnisa, por exemplo, viu seu capital aumentar várias vezes.
O Grupo Macri, depois que deixou de produzir automóveis Peugeot e Fiat, na Argentina, procurou concentrar-se em três mercados: alimentos, infra-estrutura e tecnologia e informática. "Em alimentos e infra-estrutura, o resultado para o ocionista ocorre com os dividendos", disse Salvestrini. "Já em informática-tecnologia é possível agregar valor à companhia e passá-la para frente com excelente ganho."
Ao vender 60% da Itron da Argentina para a Siemens, o grupo, que havia investido US$ 15 milhões, levou US$ 300 milhões e ainda ficou com 40% da empresa. O mesmo ocorreu com outras empresas que controlava.
Diante disso, os argentinos resolveram retirar a área de informática fora da holding Socma - Sociedade Macri - e montar uma outra holding. Surgiu a MTC, com acionistas da família Macri
mas aberta a novos investidores. Inicialmente, o Brasil é o alvo, depois será a América Latina.
A MTC tem também um fundo de investimento, o MTCI 1, com ações que restaram de empresas de tecnologia que um dia o Macri já foi controlador.

mockup