Grupo lembra os 2 anos da catástrofe no Japão
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domingo, 10 de março de 2013
Lúcio Flávio Moura<br>Reportagem Local 
Londrina O ruído grave e potente dos tambores invadiu a loja do Super Muffato na Avenida Duque de Caxias (área central) na tarde de ontem para lembrar os exatos dois anos de uma das maiores tragédias da história do Japão, quando um grande terremoto, seguido de maremoto e de um grave acidente nuclear vitimou pelo menos 30 mil pessoas mais de 13 mil mortos e de 16 mil desaparecidos.
Treze jovens e adolescentes do grupo londrinense Ishindaiko ficaram responsáveis por comandar a celebração, iniciada justamente às 14h46, horário exato de registro do fenômeno natural assolou aquela região da Ásia.
Alguns minutos com as composições criadas para lembrar a tragédia foram suficientes para impressionar a plateia e arrancar aplausos calorosos. "É muito bonito ver a disciplina deles, a concentração que eles usam para fazer uma apresentação como esta, perfeita. Eles têm muita sensibilidade. É uma lição pra gente", afirmou a professora Natália Ferreira Faustini.
Um dos integrantes do grupo, o estudante de engenharia civil da Universidade Estadual de Londrina Matheus Keiji Sato, 20 anos, explicou que as composições apresentadas ontem foram inspiradas em elementos da tragédia: o grande ruído do tremor, as ondas gigantes, as sirenes de alerta e o esforço da reconstrução. "Em casa, além da tristeza por uma tragédia tão grande, também sofremos com a falta de notícias da minha irmã, Mariane. Ficamos alguns dias sem notícias mas depois soubemos, aliviados, que ela não estava entre as vítimas", contou.
A apresentação em Londrina foi simultânea a outras 47 que ocorreram em diversas cidades. No Paraná, havia a previsão de celebrações do gênero em Curitiba, Maringá, Paranavaí e Ponta Grossa. A iniciativa de mobilização foi da Associação Brasileira de Taikô. De acordo com o organizador em Londrina, o engenheiro civil Nelson Okano, 63 anos, a divulgação do evento se concentrou nas redes sociais da internet.
Okano disse que o principal objetivo da mobilização foi "enviar energia" aos flagelados que ainda sofrem as consequências da tragédia, mais particularmente as famílias que viviam próximas à usina nuclear de Fukushima e que, por ordem das autoridades, tiveram que deixar suas casas. "Eles não precisam de dinheiro, nem de qualquer outra ajuda material. Mas estamos aqui para apoiá-los moralmente, com toda a nossa energia", explicou.


